Caso Joba: suposto mandante tem prisão preventiva mantida pela Justiça

Publicado em 27/01/2026, às 12h08
- Ruan Carlos foi preso em Maceió

Redação

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A prisão preventiva do historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque foi mantida pela Justiça de Alagoas nesta terça-feira (27), durante audiência de custódia. Ele é suspeito de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", coordenador da categoria da base do CRB, executado com um tiro à queima-roupa no último dia 23. 

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O juiz Yulli Roter ouviu a argumentação do Ministério Público do Estado de Alagoas e da defesa do historiador, e decidiu pela manutenção da reclusão do suspeito, que será encaminhado ao sistema prisional ainda nesta terça.

Em entrevista à TV Pajuçara, o advogado Napoleão Júnior, que representa o suposto autor intelectual do homicídio, declarou que a prisão é desproporcional já que ele se apresentou à delegacia na última noite. Ruan teria fugido de Alagoas logo depois do crime, mas retornado ao estado.

A defesa disse ainda que solicitou que Ruan permaneça em cela separada de outros reeducandos. "Ele é portador de três diplomas, como historiador, engenheiro mecânico e com mestrado em ciências políticas, [pedimos] que ele ficasse segregado de presos que fossem faccionados, para que ele tenha a integridade física e psicológica preservada", disse Napoleão Júnior. 

A prisão

Ruan optou por ficar em silêncio ao ser interrogado sobre o crime, nessa segunda-feira (26), instantes após se apresentar à polícia. A informação foi passada pela delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (27).

Ruan estava acompanhado do advogado quando compareceu à sede da DHPP. O historiador não estava com o aparelho celular para ser periciado e ficou recluso pois havia um mandado de prisão expedido contra ele, cumprido na unidade policial. Ruan também passou pelo Instituto Médico Legal, onde foi submetido a exame de corpo de delito. 

Tacyane Ribeiro destacou que o suspeito apresentou nervosismo enquanto era ouvido pela polícia e limitou-se apenas a confirmar os dados pessoais.

"Ele não tem antecedente criminal e estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, sobre os dados dele. Sobre os fatos, ele ficou em silêncio. Ele tem o direito de permanecer em silêncio, tanto no âmbito policial quanto judicial. Mas, de certa forma, não colaborou com a investigação. Ele teve a oportunidade de dar a versão dele dos fatos", ressaltou.

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