Casos de raiva em morcegos fazem BH colocar regiões sob ação de bloqueio do vírus

Publicado em 09/03/2024, às 11h48
Freepik -

Estadão Conteúdo

Após confirmar a ocorrência de raiva em três morcegos somente no começo deste ano, a Prefeitura de Belo Horizonte colocou sob ação de bloqueio do vírus as duas regionais onde os casos foram registrados: a Pampulha e a Leste.

No ano passado, foram identificados 15 morcegos com testes positivos para a raiva, segundo levantamento da pasta. Para evitar a proliferação do vírus, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou manter a circulação da zoonose sob vigilância contínua.

"Sempre que é feito o recolhimento de algum animal com suspeita da doença são realizadas ações de prevenção e bloqueio vacinal para evitar novos casos em animais domésticos", afirmou a Prefeitura.

A pasta informou que dois dos casos confirmados neste ano foram registrados na regional Pampulha, enquanto o terceiro foi notificado em bairro da zona leste da capital mineira.

Segundo a gestão municipal, as ações nesses locais contam com a participação dos agentes de combate a endemias (ACE), responsáveis por repassar orientações para a população quanto às medidas de prevenção da raiva dentro da área delimitada para a ação.

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que pode ser transmitida ao homem pelas secreções de um animal infectado - em geral, cães e gatos que tiveram contato com morcegos. A contaminação ocorre principalmente por meio de mordidas, arranhões e lambidas. Daí a importância de manter os pets com a vacinação em dia. Cabe destacar que, segundo o Ministério da Saúde, a letalidade da doença é de aproximadamente 100%.

Segundo a Prefeitura de BH, há vacinação de cães e gatos contra a raiva durante todo o ano na cidade. As doses são disponibilizadas nos cinco Centros de Esterilização de Cães e Gatos (CECG) e no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A pasta informa que as doses podem ser aplicadas em animais a partir de 3 meses de idade, gestantes (prenhas) ou não.

A Prefeitura reforça ainda a orientação para que, em caso de animais com suspeita da doença, principalmente morcegos caídos e com comportamento atípico, a população não deve mexer no animal. A recomendação é acionar o serviço de Zoonoses do município para recolhimento adequado.

LEIA TAMBÉM

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Ciclista morre durante prova de ultradistância no sul de Minas Gerais Nove presos fogem de delegacia no interior do Amazonas; um foi recapturado Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito 'Faturamento de R$ 10 mil por dia': álbum de figurinhas da Copa 'salva' vendas de bancas