'Faturamento de R$ 10 mil por dia': álbum de figurinhas da Copa 'salva' vendas de bancas

Publicado em 09/05/2026, às 21h27
Reprodução/Infomoney
Reprodução/Infomoney

Por Terra

A expectativa pelo hexacampeonato da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo gera grande empolgação entre os torcedores, refletindo nas ruas enfeitadas e no aumento das vendas de produtos relacionados ao evento.

Apesar do entusiasmo, as vendas de figurinhas e álbuns estão abaixo do esperado em comparação à Copa de 2022, com uma queda de 50% devido à concorrência de vendas online e em estabelecimentos como shoppings e fast foods.

Jornaleiros como Juscelino e Guilherme destacam a necessidade de aproveitar o momento de vendas intensas nos próximos 30 dias, com expectativas de faturamento que variam entre R$ 10 mil e R$ 16 mil por dia, apesar da concorrência crescente.

Resumo gerado por IA

Realmente a Copa do Mundo é um evento que mexe com muitas pessoas. Os torcedores se empolgam, existe aquela expectativa de levantar a taça. O brasileiro, então, nem se fala. Há pouco mais de um mês para o início do Mundial a conquista pelo hexacampeonato pela Seleção Brasileira começa a empolgar a torcida.

O reflexo se vê nas ruas, que começam a ser pintadas e enfeitadas de verde e amarelo e nos adultos que viram verdadeiras crianças na busca pelo álbum e as figurinhas. Todo mundo fica feliz nessa época e sabe quem está com um sorriso à toa? Os jornaleiros, é claro.

Juscelino Lima, da Banca Eça de Queiroz, na Ana Rosa, em São Paulo, se mostra bem satisfeito com o desempenho nas vendas atualmente. “Agora, nessa época está bombando as vendas. Hoje consigo faturar R$ 10 mil por dia”, disse em entrevista ao Terra.

Porém, Juscelino destaca que na Copa anterior, realizada em 2022, no Catar, o comércio foi muito melhor. “Caiu 50%. Na última Copa eu vendia em média umas cinco caixas todos os dias. Agora, no primeiro dia eu vendi três caixas, aí foi caindo. Agora em média eu estou vendendo uma caixa por dia”, destacou.

E o jornaleiro sabe os motivos dessa brusca queda, que aconteceu nesta edição em relação ao anterior. “Na Copa passada eu vendia mais porque não tinha tanta concorrência. Agora tem a internet e muitos pontos de vendas em shoppings e até o Mc Donald’s, que é fora da categoria nossa”. Juscelino ressalta que precisa aproveitar o momento. “Tem que aproveitar esses 30 dias e depois já era.”

Guilherme Campanelli, da Banca Estela, também na Ana Rosa, ressaltou que desde que recebeu o álbum e as figurinhas da Panini, no dia 30 de abril, as vendas estão subindo. “Está saindo uma média legal. O álbum vende uma média de uns 20 por dia e as figurinhas não dá pra calcular. A média de faturamento é de R$ 10 a R$ 16 mil por dia,”

Em relação à última Copa, Guilherme comentou. “Caiu bastante, mas é porque estava mais barato as figurinhas”, recordou.

Independente de outras alternativas de comércio, ele garantiu que seu público continua fiel. “A maioria são estudantes que estão no colégio aqui perto. Eu não senti tanta diferença assim em relação à internet e aos outros meios. Espero que as vendas continuem também durante a Copa”, finalizou.

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