Champions League tem primeiras semis sem ingleses, espanhóis e italianos

Publicado em 16/08/2020, às 15h41
Miguel A. Lopes/AFP -

Julio Gomes/UOL

Em 20 de março de 1991, portanto há 29 anos, uma surpreendente vitória por 3 a 1 sobre o Real Madrid, em pleno estádio Santiago Bernabéu, classificou o Spartak Moscou, campeão da extinta União Soviética, para as semifinais da Copa dos Campeões da Europa. O Spartak se juntava ao Olympique de Marselha, campeão francês, ao Bayern de Munique, campeão alemão, e ao Estrela Vermelha, campeão da Iugoslávia, outro país que já não existe mais.

LEIA TAMBÉM

Aquela foi a primeira e última vez que o torneio de clubes mais importante da Europa não teve, nas semifinais, a presença de um representante da Inglaterra, da Itália ou da Espanha.

Foi um ano especial, já que foi a última vez que a Copa dos Campeões foi disputada do jeito de sempre, desde a criação, em 1955. Com somente os campeões de cada país e mata-mata do início até a final. A partir da temporada 91/92, passou a haver uma fase de grupos. Era um laboratório para o que viria: a partir de 1992, o torneio foi renomeado para Uefa Champions League. A partir de 97, passaram a entrar também times que não haviam sido campeões de seus países.

Na era Champions League, global, bilionária e em que os grandes clubes estão sempre presentes, nunca houve uma semifinal sem ingleses, italianos e espanhóis. Até... agora.

Em 2020, as semis terão dois alemães enfrentando dois franceses. Na terça, o Paris Saint-Germain enfrenta o RB Leipzig e, na quarta, o Bayern de Munique joga contra o Lyon.

Precisava mesmo ter acontecido em uma edição tão diferente, no meio de uma pandemia que mata milhares de pessoas mundo afora e que obrigou a Uefa a realizar a fase final em um lugar só (Lisboa), com jogos únicos desde as quartas de final, sem público e em pleno verão, em agosto.

Naquela edição, em 1991, o Estrela Vermelha passou pelo Bayern na semifinal e foi campeão nos pênaltis, contra o Marselha. O grande jogador do time era o croata Prosinecki, que seria vencido ao Real Madrid naquele ano. O Estrela Vermelha, dominante na Sérvia, nunca mais chegou ao mata-mata na Era Champions League. Na atual edição, jogou duas vezes contra o Bayern na fase de grupos e levou de 3 a 0 e de 6 a 0.

Mas tudo bem. O Barcelona levou 8, afinal.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Mourinho indica três reforços para o Real Madrid; veja os nomes Exame mostra que Neymar avança na recuperação; tratamento segue na Seleção Neymar faz exames para saber se poderá jogar na estreia do Brasil na Copa James Rodríguez vira centro de polêmica após ignorar filha de presidente da Colômbia