Gianni Infantino, presidente da Fifa, decidiu cancelar o plano de vender uma participação na Copa do Mundo após perceber divisões internas significativas, que contradizem os objetivos da entidade de unir e melhorar o futebol.
A proposta, que previa a criação da Fifa Forward Enterprise com uma avaliação de 20 bilhões de dólares e a venda de até 20% de suas ações, enfrentou resistência, especialmente da Uefa, que ameaçou boicotar torneios da Fifa.
Infantino se comprometeu a reestabelecer o diálogo com as partes interessadas nas próximas semanas, buscando um consenso que promova o crescimento do futebol, especialmente em países que necessitam de apoio.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, desistiu do plano de vender uma participação ligada à Copa do Mundo após o projeto gerar divisão interna. A própria entidade divulgou um posicionamento do dirigente nessa sexta-feira (31).
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O que aconteceu
Infantino disse que a ideia não seguirá adiante após avaliar diferentes lados do debate. "Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início", afirmou.
O dirigente considerou que a proposta contrariava os propósitos que guiam a Fifa. "Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não vai prosseguir", completou.
Infantino também prometeu tentar recompor o diálogo com os envolvidos nas próximas semanas. "Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, com espírito de interesse compartilhado pelo nosso jogo e com o objetivo de continuar fazendo o futebol crescer em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", concluiu.
O que estava em discussão
A Fifa havia confirmado na terça-feira (28) que Infantino queria criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102,3 bilhões). A empresa, que recebeu o nome de Fifa Forward Enterprise, teria até 20% de sua participação acionária vendida a terceiros, por um valor estimado de 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões).
A proposta previa concentrar direitos comerciais e a operação de eventos — entre eles, a Copa do Mundo — na empresa controlada pela própria Fifa. A ideia era reunir mais receitas como patrocínios, direitos de transmissão e licenciamento, mantendo a organização de competições sob responsabilidade da entidade máxima do futebol, de acordo com nota divulgada nesta semana.
O plano também vinha sendo discutido sob pressão de outras instituições. A Uefa anunciou boicote a torneios da Fifa após a divulgação da proposta, e a entidade global afirmou que a criação da empresa só ocorreria se fosse aprovada pela maioria das 211 associações-membro.
Leia a declaração completa de Infantino
O projeto Fifa Forward Enterprise tinha como objetivo servir de base para fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. Além disso, como afirmamos desde o início, isso só seria feito se a maioria das Associações-Membro da FIFA estivesse de acordo e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da Fifa, as Confederações e demais partes interessadas.
Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo para o qual foi concebido.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e promover melhorias. Como resultado, esta proposta não terá continuidade.
Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar desenvolvendo o futebol em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio.
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