Chuvas aumentam presença de escorpiões em residências; casos aumentam em AL

Publicado em 11/05/2026, às 13h22
- Pedro Júnior/ Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

Ascom Hospital Dr. Ib Gatto Falcão

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As chuvas registradas nas últimas semanas em Alagoas têm provocado um aumento no número de acidentes com escorpiões, principalmente em áreas urbanas. Somente entre março e abril, o Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, atendeu 93 pacientes vítimas de picadas do animal, entre eles uma criança de 3 anos e um idoso de 91 anos.

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Diante do cenário, a enfermeira Aline Chaves, que atua na unidade hospitalar, alerta para a necessidade de reforçar os cuidados dentro de casa e em terrenos baldios durante o período chuvoso.

Segundo a profissional, o aumento dos casos ocorre porque o acúmulo de água e a umidade excessiva fazem com que os escorpiões deixem esconderijos naturais, como galerias subterrâneas, entulhos, redes de esgoto e terrenos baldios, em busca de locais secos e protegidos. “Essa movimentação favorece a entrada desses animais em residências, especialmente em imóveis com frestas, ralos desprotegidos, acúmulo de materiais, lixo e vegetação alta”, pontua.

Aline Chaves destaca ainda que crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, já que podem evoluir com maior rapidez para quadros considerados graves.

“Observamos um aumento significativo no número de pacientes atendidos por acidentes com escorpiões nas últimas semanas. Por isso, é fundamental que a população intensifique ações sanitárias, como limpeza urbana, desobstrução de galerias e fiscalização de terrenos”, orienta.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulhos e lixo, vedar frestas em portas e paredes, proteger ralos e sacudir roupas e calçados antes do uso. O uso de luvas ao manusear materiais de construção, jardinagem ou objetos guardados por longos períodos também é indicado.

A enfermeira ressalta ainda que, ao identificar a presença de escorpiões, moradores devem acionar os serviços de vigilância ambiental do município.

“O controle desses animais depende diretamente de ações sanitárias contínuas, principalmente durante o período chuvoso”, afirma.

O que fazer em caso de picada

Os sintomas mais comuns após uma picada de escorpião incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço, suor excessivo, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações cardíacas e respiratórias.

A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar medidas caseiras, como cortes, perfurações, uso de torniquetes ou aplicação de substâncias no local da picada. “A medida mais eficaz é buscar assistência médica, principalmente se a vítima for criança ou idosa”, reforça Aline Chaves.

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