Classe médica teme colapso no sistema de saúde em Alagoas após festas de fim de ano

Publicado em 21/12/2020, às 10h30
Foto: Folhapress -

Eberth Lins

Com o avanço de casos de Covid-19 no território alagoano, o estado agora tem a segunda maior taxa de novo coronavírus no Nordeste e o sistema de saúde está à beira de colapsar, alerta o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed). 

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Em comunicado enviado nesse domingo (20), o Sinmed chamou atenção para a alta do número de novos casos de coronavírus e óbitos causados pela doença em Alagoas. "Já passa de 100 mil o número de alagoanos infectados. desses, quase 2.500 foram a óbitos", trouxe o informativo.

De acordo com o alerta, a novidade nesta segunda  onda da doença é a infecção de crianças, sendo registrados 600 casos entre meninos e meninas de até nove anos. O dado, segundo o Sindicato, foi extraído dos boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

"O receio da classe médica é haver colapso no sistema após as festas de fim de ano, se as pessoas insistirem no descumprimento do isolamento social", diz o alerta.

O comunicado também chamou atenção para a lotação dos leitos de Covid nos hospitais públicos e particulares do estado.

"Essa semana praticamente todos os hospitais esgotaram a capacidade de internação. Significa que pode faltar leitos para pacientes de Covid no nosso estado. Cada um que se proteja e por extensão proteja o próximo, se possível. Fiquem em casa" , reforçou o Sinmed.

Retorno à fase vermelha

Na semana passada, o Sinmed publicou em seu site que Alagoas voltou à fase vermelha no enfrentamento à doença. "O resultado do descumprimento do distanciamento social, e das demais medidas protetivas ao coronavírus já voltou a afetar a qualidade de vida de todos, inclusive das grávidas e seus bebês. Devido à pandemia, houve a desativação dos leitos de gestantes no Hospital da Mulher, que agora só aceita puérperas com casos graves da Covid. As demais voltaram a depender da Maternidade Santa Mônica, que já tinha começado a desafogar após a abertura do HM, cumprindo sua missão de maternidade escola específica para alto risco, mas hoje vivencia o retrocesso, sendo obrigado a receber toda a demanda. Lamentável ‘rebobinar’ esse filme", trouxe um trecho da publicação.

A Secretaria de Saúde promete se pronunciar ainda nesta segunda-feira, 21.

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