Constatação: não interessa ao eleitor se o candidato é honesto

Publicado em 23/05/2026, às 19h45

Flávio Gomes de Barros

Até há algum tempo imaginava-se que seria importante para o eleitor dar seu voto - que na prática equivale a uma procuração - a um candidato honesto.

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Isso, infelizmente, é coisa do passado.

Pelo cenário da presente pré-campanha presidencial, honestidade não tem nenhuma relevância para o brasileiro definir o seu voto.

É o entendimento de Ricardo Kertzman:

"Há algo profundamente triste, mas revelador – e talvez irreversível em médio prazo -, acontecendo no Brasil, e já faz décadas, para não dizer séculos: a leniência com que a população trata os políticos corruptos. Aliás, não só os políticos, mas todos que, por uma razão ou outra, estabelecem relações afetivas entre si.

A nova pesquisa do Datafolha mostrou – na esteira das demais – que a queda de Flávio Bolsonaro, após o escândalo Daniel Vorcaro, perdeu força. O presidente Lula segue numericamente à frente,mas o bolsokid 01 continua competitivo e dentro do jogo . Mais do que isso: segue com chances reais de vencer a eleição em outubro.

Isso diz menos sobre Flavinho Tarantino e mais sobre o eleitor. Estamos falando de um senador e o histórico de suspeitas de rachadinhas, funcionários fantasmas, movimentações financeiras atípicas, compra de imóveis incompatíveis com a renda e suspeitas de lavagem de dinheiro, no caso da franquia de chocolates.

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