Joyce Maia*
O historiador Douglas Apratto Tenório analisou o cenário político brasileiro e a disputa eleitoral de 2026 durante entrevista ao programa “Contextualizando”, da TV Pajuçara/RECORD. A conversa abordou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), a relação entre os Poderes, a polarização política e as articulações que marcam a corrida eleitoral deste ano.
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Ao comentar o papel do STF, Apratto avaliou que a Corte passou a ocupar um espaço de mediação política que, segundo ele, não deveria exercer. O historiador também criticou a falta de renovação no Legislativo. “O Supremo Tribunal Federal, ele hoje, ele ocupa um espaço que não é dele. Ele ocupa um espaço de mediador da política, que não é o papel de uma corte judicial”, afirmou.
Para Apratto, essa dinâmica, somada ao domínio de clãs familiares e à estrutura das benesses públicas, cria um ciclo vicioso que conspira contra a essência da democracia e impede que o Congresso seja um espaço de verdadeira renovação e representatividade.
Sobre o atual momento político e a disputa de 2026, o professor destacou a radicalização do debate e as dificuldades enfrentadas por novos nomes para conquistar espaço no cenário eleitoral.“Nós vivemos um momento de radicalização onde o debate perdeu a sua essência. A política virou um campo de batalha, não de ideias, mas de destruição do adversário”, avaliou.
O programa “Contextualizando” vai ao ar aos domingos, a partir das 8h30, na TV Pajuçara/RECORD.
Assista a entrevista com Douglas Apratto na íntegra:
* Estagiária sob supervisão
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