Redação EdiCase
Com a aproximação da Copa do Mundo, muitas pessoas já começam a organizar encontros com amigos e familiares para acompanhar os jogos e torcer juntas. Nessas ocasiões, a alimentação costuma ganhar destaque, já que petiscos, lanches e refeições fazem parte da experiência. Porém, também é comum recorrer a alimentos ultraprocessados, que, quando consumidos em excesso, podem ser prejudiciais à saúde.
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O consumo de ultraprocessados, como salgadinhos, bolachas e refeições prontas, está ligado a 57 mil mortes prematuras por ano, de acordo com a pesquisa “Premature Deaths Attributable to the Consumption of Ultraprocessed Foods in Brazil”, realizada pela Universidade de São Paulo (USP).
“Quanto mais a alimentação é baseada em ultraprocessados, maior tende a ser o risco de problemas como obesidade, pressão alta, diabetes e doenças do coração ao longo dos anos”, alerta Luciana Carvalho, profissional da área de nutrição no AmorSaúde.
Os alimentos ultraprocessados possuem altos níveis de sódio, gordura, açúcar e aditivos, ingredientes que podem causar pressão alta, colesterol elevado, diabetes e doenças ligadas à obesidade. De acordo com Luciana Carvalho, evitá-los não significa, necessariamente, não consumir pratos agradáveis.
“Não precisamos tirar o prazer de momentos festivos, como os jogos da Copa do Mundo. Com pequenas trocas, podemos manter a mesa colorida e saborosa, mas com ingredientes muito mais amigáveis para a saúde“, explica.
Segundo a nutricionista, alguns alimentos saudáveis que podem substituir os ultraprocessados são:
Uma mistura de castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas e nozes, de preferência sem sal, pode substituir os salgadinhos e manter a crocância na mesa.
Assar essas leguminosas com temperos como páprica, ervas e azeite garante um petisco saboroso e crocante para comer enquanto assiste aos jogos;
Cortar cenoura, pepino, pimentão e rabanete em palitos pode render um bom lanche, principalmente se acompanhado de molhos como homus ou iogurte temperado.
O petisco é saudável, especialmente quando feito na panela ou na air fryer, com pouco óleo e pouco sal. Luciana Carvalho ressalta que o ideal é evitar a versão de micro-ondas, que é considerada um ultraprocessada.
Uma tábua com queijo minas, muçarela e queijo coalho, acompanhada de uvas ou tomate-cereja, pode trazer sofisticação e sabor ao momento da torcida. No entanto, é ideal evitar salame, salsicha e embutidos, que possuem alto teor de sódio.
A pasta feita de abacate, limão, azeite e temperos substitui os molhos industrializados, como maionese e barbecue. Ela pode ser consumida com torradinhas de pão integral, tortilhas de milho ou legumes cortados em palitos.
Quando temperados com ervas, azeite e um pouco de limão, os ovos de codorna tornam-se um petisco saboroso, saudável e prático.
O pão torrado pode ser acompanhado de pastas, como homus, patê de atum com iogurte e patê de frango desfiado. O preparo é simples e substitui molhos industrializados.
Uva, morango, melão e abacaxi em forma de espetinho ou em uma tábua com castanhas e queijos podem substituir os doces industrializados e manter o sabor.
Quando feitos com pão integral e recheados com frango desfiado, atum, ricota temperada, folhas e tomate, os lanches são mais saudáveis.
“Esses petiscos conseguem trazer crocância, sabor e praticidade, mas com muito menos aditivos, gordura e sódio do que os ultraprocessados tradicionais”, explica Luciana Carvalho.
A nutricionista destaca que trocar ultraprocessados por alimentos mais naturais traz reflexos para todo o organismo. “Quando a gente melhora a qualidade dos petiscos, não é só o peso na balança que agradece: o coração, o intestino, o controle da pressão e até a disposição no dia seguinte também sentem a diferença”, detalha.
Entre os benefícios de consumir os petiscos saudáveis durante os jogos da Copa do Mundo, ela cita:
Apesar dos benefícios, Luciana Carvalho diz que o consumo dos petiscos deve ser moderado. “Castanhas, queijos e patês, por exemplo, são nutritivos, mas também calóricos. Se o consumo for muito grande e frequente, pode favorecer o ganho de peso”, finaliza.
Por Fellipe Gualberto
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