Assessoria
Situações envolvendo objetos presos no nariz ou ouvido de crianças são mais comuns do que se imagina e costumam acontecer dentro de casa, durante momentos de distração. Pequenos brinquedos, miçangas, pedaços de papel e até alimentos estão entre os itens mais frequentemente encontrados pelos especialistas.
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De acordo com a otorrinolaringologista Iêda Carvalho, a principal recomendação é manter a calma e evitar tentativas caseiras de remoção, que podem agravar o problema. “É muito comum que, na tentativa de ajudar, os responsáveis acabem empurrando ainda mais o objeto ou causando lesões na criança”, explica.
No caso do nariz, sinais como secreção com mau cheiro, dificuldade para respirar por uma das narinas e incômodo persistente podem indicar a presença de um corpo estranho. Já no ouvido, dor, sensação de ouvido tampado, diminuição da audição ou até irritabilidade na criança são sinais de alerta.
A especialista reforça que o uso de pinças, hastes flexíveis ou qualquer outro objeto sem orientação médica deve ser evitado. “Essas práticas aumentam o risco de ferimentos, infecções e até complicações mais sérias. O ideal é procurar um atendimento especializado para a remoção segura”, orienta a médica.
Outro ponto importante é a urgência em casos específicos. Quando há suspeita de objetos vivos no ouvido, como insetos, ou materiais que podem expandir, como grãos, o atendimento deve ser imediato.
Além disso, a prevenção ainda é o melhor caminho. Manter objetos pequenos fora do alcance, supervisionar brincadeiras e orientar as crianças sobre os riscos são atitudes essenciais para evitar esse tipo de ocorrência.
“Com informação e cuidado, é possível evitar acidentes e garantir mais segurança no dia a dia das crianças”, finaliza Iêda Carvalho.
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