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CPI ouve Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, nesta quinta-feira

Publicado em 12/08/2021, às 07h39
Arquivo Agência Brasil -

Exame

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira, 12, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. O parlamentar entrou na mira do colegiado em 25 de junho, quando foi citado no depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

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À CPI, Miranda disse que avisou o presidente Jair Bolsonaro sobre pressões atípicas sofridas pelo irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, pela importação da vacina indiana Covaxin. Ao ouvir o relato, em 20 de março, Bolsonaro teria mencionado o nome de Barros.

Segundo Miranda, quando Bolsonaro soube da pressão acima do normal pela liberação da importação da Covaxin, mesmo diante de indícios de irregularidades no contrato, “o presidente entendeu a gravidade” e afirmou que “isso é coisa” de Barros.

O deputado do PP nega envolvimento em irregularidades e, no mês passado, insistiu para que a CPI o ouvisse o mais rápido possível. Bolsonaro, no entanto, nunca desmentiu Miranda nem saiu em defesa do líder do governo na Câmara.

A CPI aprovou o pedido de convocação de Barros em 30 de junho. O requerimento, do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), ressalta que ele teria sido mencionado pelo próprio presidente "no cometimento de potenciais ilícitos no contexto de negociação e compra da Covaxin".

O caso Covaxin trouxe à tona indícios de que Bolsonaro teria prevaricado, pois soube de um possível esquema de corrupção na negociação da Covaxin, mas não tomou nenhuma providência.

Segundo o Código Penal, é crime de prevaricação “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

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