Crime ambiental: operação contra grupo que lucrou mais de R$1,5 bi cumpre mandados em AL

Publicado em 17/09/2025, às 08h33
- Divulgação/PF

TNH1 com Ascom PF

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União e o apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, está realizando, nesta quarta-feira (17), a Operação Rejeito contra um grupo responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. 

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Ao todo, são 79 mandados de busca e apreensão, sendo 22 mandados de prisão preventiva. Segundo apuração da produção da TV Pajuçara, estão sendo realizados três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Alagoas, inclusive em um condomínio de luxo localizado no município de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió. 

Além dos mandados, também foi solicitado o afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$1,5 bilhão e suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme determinação do Colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais constituído para processar e julgar os casos.

O valor bloqueado pela Justiça Federal seria relacionado ao lucro que a organização teve com as práticas criminosas. No entanto, foram identificados projetos em andamento vinculados ao grupo com potencial econômico superior a R$18 bilhões.

 

 
 
 
 
 

 

Como funcionava o esquema?

De acordo com as investigações, o grupo teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.

Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos, segundo aponta a PF. 

A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversas maneiras para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas.

Os investigados poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

 

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