Redação EdiCase
A decoração de Halloween não precisa recorrer a enfeites prontos ou a símbolos espalhados por todos os cantos para entrar no clima da data. A escolha de peças com diferentes texturas, o aproveitamento de objetos pessoais e a atenção aos detalhes permitem criar espaços temáticos que combinam personalidade, criatividade e equilíbrio visual.
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Segundo Erica Mansberger, proprietária da loja Que Capricho!, no Santo Mercado, em São Paulo, o segredo está em pensar a decoração como uma composição completa, e não apenas como um conjunto de itens temáticos. “Gosto de criar uma atmosfera em que as referências de Halloween apareçam de forma mais sutil, misturadas a materiais naturais, flores, texturas e uma iluminação mais acolhedora”, explica.
A seguir, ela lista sugestões para transformar a casa para a data. Confira!
Preto e laranja são cores muito associadas ao Halloween, mas não precisam dominar toda a decoração. Tons de vinho, roxo, vermelho-escuro, ferrugem e marrom ajudam a criar uma composição mais rica e sofisticada. Essas cores podem aparecer em flores, tecidos, fitas, folhagens e pequenos objetos decorativos.
“Quando misturamos tons mais profundos e naturais, o ambiente ganha dramaticidade sem ficar excessivamente temático”, explica Erica Mansberger. A especialista também sugere o uso de folhagens mais escuras e de materiais com aspecto envelhecido para acrescentar profundidade à composição.
Flores secas, sementes, galhos, folhagens e fibras ajudam a criar textura e reforçam a estética artesanal. A combinação funciona especialmente bem em arranjos de mesa, aparadores, portas e paredes.
Materiais como juta, algodão cru, renda e veludo podem ser usados para complementar os arranjos e criar diferentes camadas. Erica Mansberger recomenda misturar elementos delicados com outros mais rústicos, como flores leves com galhos secos ou tecidos macios com fibras naturais. O contraste entre materiais de acabamentos diferentes ajuda a fugir de uma decoração previsível e valoriza mais o conjunto.
As abóboras continuam sendo um dos símbolos mais versáteis do Halloween. Em vez de utilizá-las apenas como lanternas, vale incorporá-las à decoração em diferentes formatos e tamanhos. Elas podem aparecer em grupos sobre mesas, aparadores ou no chão, misturadas a flores secas, velas e outros elementos naturais.
Erica Mansberger sugere combinar abóboras maiores com versões menores e variar tons de laranja, branco, verde e terrosos para deixar o resultado mais orgânico. “Abóboras de todos os tamanhos funcionam muito bem porque ajudam a preencher o ambiente e criam imediatamente uma referência à data”, afirma.
A iluminação é um dos recursos mais importantes para transformar o ambiente. Velas, abajures, luminárias e pontos de luz mais baixos ajudam a criar uma atmosfera mais intimista. A meia-luz também valoriza as texturas dos materiais naturais e cria sombras que reforçam o clima do Halloween.
“Gosto muito de usar muitas velas e abajures. A meia-luz faz parte da decoração porque deixa o ambiente mais envolvente e ajuda a destacar flores, cristais, fibras e outros elementos”, explica Erica Mansberger. Para quem prefere evitar velas com chama, versões de LED podem produzir efeito semelhante.
Caveiras, morcegos, luas, teias, caldeirões e pequenos enfeites podem aparecer na decoração, mas o ideal é utilizá-los como detalhes. A proposta é deixar que esses elementos funcionem como pontos de interesse no ambiente, sem competir com o restante da composição.
“Uma pequena caveira, um morcego ou uma teia bem colocada pode funcionar como acabamento. Quando esses itens aparecem em excesso, o ambiente pode perder a elegância”, explica Erica Mansberger. Na visão da especialista, o equilíbrio entre referências tradicionais do Halloween e elementos naturais é o que torna a decoração mais interessante.
Uma boa decoração não depende necessariamente da compra de muitos itens novos. Galhos do jardim, ervas secas, fitas, pequenos objetos antigos e peças que já existem em casa podem ganhar uma nova função. Chaves, medalhas, pingentes, cristais e outros objetos pessoais também podem ser incorporados aos arranjos.
“Usar objetos que já fazem parte da nossa história deixa a decoração muito mais pessoal. São detalhes que transformam uma peça comum em algo único”, afirma Erica Mansberger. A reutilização de materiais também permite criar elementos exclusivos, em vez de reproduzir exatamente uma decoração pronta.
Escolher um elemento principal ajuda a organizar visualmente toda a decoração. Pode ser um arranjo floral, uma composição de abóboras ou uma vassoura decorativa, que ganhou novas interpretações na decoração de Halloween.
A peça pode ser produzida com uma base de piaçava, galhos ou fibras naturais e receber flores secas, fitas, cristais, miniabóboras, pequenos morcegos e outros detalhes. “Na vassoura, gosto de trabalhar em camadas, começando pelos elementos maiores e acrescentando os menores aos poucos. Isso ajuda a criar volume e equilíbrio sem deixar a peça pesada”, explica Erica Mansberger. Ela também recomenda evitar preencher todos os espaços. “Nem todo espaço precisa ser ocupado. O respiro valoriza as texturas naturais e deixa a composição mais elegante.”
A vassoura pode ser posicionada no hall de entrada, em um canto da sala ou próxima a um aparador. Em festas, também pode ser suspensa com fio de nylon para criar a impressão de que está flutuando sobre a decoração.
Por Camila Pessanha
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