A cidade de São Paulo entrou em estado de atenção para alagamentos devido à chuva que atingiu a cidade na tarde desta quarta-feira (14). O alerta amarelo, emitido às 15h25 pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, foi para todo o município, inclusive para a região central e para as marginais Pinheiros e Tietê. Ele foi mantido até às 17h.
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O rodízio de veículos da tarde foi suspenso pela prefeitura. O CGE alertou para rajadas de vento e alagamentos intransitáveis. E algumas vias da capital paulsita viraram "rios".
Por volta das 16h30, a região da praça 14 Bis e a avenida 9 de Julho, na Bela Vista, centro, estavam alagadas e não era possível o trânsito de carros.
Nesta mesma região, o túnel do Anhangabaú, sentido aeroporto, teve de ser interditado. Havia vários presos no local, inclusive ônibus, e que ficaram boiando as pessoas estavam em cima dos carros, que acabaram empilhados uns nos outros quando a água começou a abaixar.
Às 17h, o Corpo de Bombeiros disse ter enviado viaturas para o local. Não havia informação de feridos.
Em março de 1999, cerca de 160 veículos, entre eles três ônibus, ficaram submersos devido à inundação no mesmo túnel.Na ocasião, choveu 188 mm em duas horas.
Ainda na Bela Vista, uma árvore caiu e atingiu dois carros na rua Doutor Plínio Barreto. Um dos veículos foi um táxi. O motorista estava sozinho no momento e não se feriu.
Os bombeiros atuam para remover a árvore e liberar a via, que está interditada. Balanço divulgado pelos bombeiros às 18h apontou que foram recebidos 11 chamados para quedas de árvores na região metropolitana de São Paulo, quatro para desabamentos e 17 para enchentes.
No Cambuci, no centro, a rua Almirante Mauriti estava intransitável, assim como a avenida Santo Amaro, na zona sul.
Também foram reportados alagamentos na Liberdade e em Santa Cecília, na região central.
O trânsito deu um nó. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a lentidão no trânsito estava próxima de 1.000 km no município às 18h30.
A estação meteorológica do CGE na Sé (centro) registrou o maior volume de chuva nesta quarta, com 48,5 mm. Segundo o órgão, a combinação do calor e da entrada de brisa marítima estimuou a formação de chuva de forte intensidade.
"Imagens do radar meteorológico indica chuva forte com potencial para queda de granizo entre os bairros de Pirituba, Jaraguá, ambos zona norte, e na Lapa e Pinheiros, na zona oeste", afirmou o CGE, em seu site, ao decretar o estado de atenção.
No meio da tarde desta quarta, a Defesa Civil estadual emitiu alerta severo para celulares, informando sobre chuva nas zonas oeste e sul, se deslocando para as demais regiões, com raios e vento.
Na zona sul da cidade, o lago do parque Ibirapuera transbordou. O córrego Sapateiro, na Vila Mariana, que fica na mesma região, transbordou o acúmulo de água reportado pelo CGE foi de 67,8 mm, o maior na cidade.
Às 16h03, o Centro de Gerenciamento de Emergência reportou rajada de vento de 61,1 km/h na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul.
Segundo a Aena, concessionária que administra o aeroporto, houve duas chegadas e quatro partidas canceladas.
No aeroporto internacional de Guarulhos foram quatro voos alternados para outros locais porque não conseguiram pousar. O terminal Bandeira, próximo ao túnel do Anhangabaú, alagou. A água chegou na altura da cintura, disse uma funcionária.
Escadas rolantes do terminal estavam desligada por volta das 17h50. Funcionários usavam rodos para retirar água de salas internas do terminal.
Goteiras formaram uma "cachoeira" na plataforma de embarque da estação Paraíso da linha 1-azul do metrô.
Na terça-feira (13), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já havia alertado para perigo de tempestade nesta quarta-feira (14). O aviso é para cidades de seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Segundo o alerta, nesta quarta pode chover até 100 mm e os ventos podem atingir até 100 km/h. Havia previsão também de queda de granizo.
Os riscos, conforme o Inmet, são de estragos em plantações, queda de energia elétrica, de árvores e alagamentos.
Uma área de baixa pressão deve se estabelecer no litoral do Sudeste nesta quarta e ficar sobre o oceano Atlântico ao longo da semana, contribuindo para manter o tempo instável em toda a região, aponta o instituto.
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