Delegado dá detalhes de confissão de homem que matou tia em Rio Largo

Publicado em 04/02/2020, às 07h48
Delegado dá detalhes de investigação | Balanço Geral Alagoas -

Dayane Laet com Balanço Geral Alagoas

O delegado Lucimério Campos, responsável pela investigação da morte de Cícera Oliveira, em Rio Largo em janeiro deste ano, deu detalhes da confissão do sobrinho da vítima, que assumiu ter assassinado a tia e ateado fogo na casa em que ela morava, na cidade de Rio Largo, região metropolitana de Maceió.

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Em entrevista à TV Pajuçara, o delegado explicou que imagens de câmeras de segurança da rua foram determinantes para a investigação. “Inicialmente, todos acreditavam em acidente, mas depois que vimos os vídeos onde uma pessoa entrava na residência momentos antes do fogo começar, mudamos a linha de investigação”, explicou durante entrevista.

Familiares de Cícera trabalhavam há anos como feirantes em Rio Largo e é muito conhecida pelos moradores, que, revoltados, ajudaram a polícia a desvendar o crime. “As imagens nos foram entregues pelos vizinhos. Infelizmente, no momento, a família está passando por dificuldades porque tudo que eles tinham estava dentro da casa queimada”, lamentou Lucimério.

Ainda de acordo com o delegado, o acusado também assumiu ter furtado R$ 5 mil da mesma casa, meses atrás. “A família desconfiava do roubo, mas não tinha como provar”, narrou Campos. “Quando ele confessou ter matado a tia, também assumiu o furto, por isso acreditamos que a motivação tenha sido a mesma: ter acesso ao dinheiro que estava dentro de casa”, observou.

Ao ver o vídeo onde ele aparecia chegando a casa, o homem chorou e assumiu ter cometido o crime. “Ele disse que foi surpreendido pela tia e que a asfixiou. Em seguida arrastou o corpo para um dos quartos e ateou fogo no sofá da casa. O agravante é que o fogo se alastrou e atingiu a casa ao lado, consumindo tudo, inclusive os dois carros que estavam na garagem”, relatou o delegado.

O laudo do IML, que dirá a causa da morte de Cícera, ainda não foi concluído, mas para a polícia não há dúvidas da autoria e motivação do crime. “Ele chorou muito ao confessar o crime, mas só confessou porque apresentados provas consistentes. Dias antes, prestou queixa dizendo que estava sendo acusado do crime falsamente, o que vai pesar em sua condenação”, disse Lucimério.

O acusado, que não teve a identidade divulgada, responderá por latrocínio, incêndio criminoso, furto dos R$ 5 mil e falsa comunicação de crime. Se condenado, a pena pode passar de 36 anos anos de prisão.

A família de Cícera segue dependendo da ajuda de amigos e parentes, inclusive para ter acesso às coisas básicas como roupas e calçados.

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