Dia Mundial da Hipertensão Arterial: 7 cuidados essenciais para proteger os rins

Publicado em 17/05/2026, às 11h00
- Controlar a hipertensão arterial é uma das principais formas de evitar danos aos rins (Imagem: Suriyawut Suriya | Shutterstock)

Redação EdiCase

Celebrado em 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão Arterial acende um alerta global sobre uma condição que, apesar de comum, ainda é subestimada. Conhecida como “inimiga silenciosa”, a pressão alta, como é popularmente chamada, pode evoluir sem sintomas claros, mas causar danos progressivos a órgãos vitais, especialmente os rins.

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Responsáveis por filtrar o sangue e eliminar toxinas do corpo, os rins são órgãos altamente sensíveis às alterações na pressão arterial. Dessa maneira, quando sobrecarregados, podem entrar em falência de forma irreversível.

Inclusive, a hipertensão arterial é uma das principais causas de doença renal crônica no mundo. O controle adequado da pressão, aliado a hábitos saudáveis, pode evitar complicações graves e preservar a função renal ao longo dos anos.

A seguir, confira cuidados fundamentais com a hipertensão arterial para manter a saúde dos rins!

1. Monitore a pressão arterial regularmente

A medição frequente da pressão arterial é o primeiro passo para identificar alterações precoces. Muitas pessoas convivem com níveis elevados sem saber, o que favorece o agravamento silencioso da condição.

“A hipertensão é traiçoeira porque não dói, não dá sinais evidentes no início, mas vai comprometendo lentamente os vasos sanguíneos dos rins. Medir a pressão regularmente é essencial para diagnóstico e controle”, explica a nefrologista Dra. Andrea Pio de Abreu, coordenadora do comitê de Hipertensão Arterial da Sociedade Latino-americana de Nefrologia e Hipertensão e conselheira científica em Nefrologia da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

2. Reduza o consumo de sal

O excesso de sódio é um dos principais vilões da pressão alta. Ele favorece a retenção de líquidos e aumenta o volume de sangue nas artérias, elevando a pressão. “Uma alimentação rica em sal sobrecarrega diretamente os rins, que precisam trabalhar mais para equilibrar os líquidos do corpo. A redução do sódio é uma medida simples, mas extremamente eficaz na proteção renal”, orienta a especialista.

3. Mantenha uma alimentação equilibrada

Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, gorduras e açúcares contribuem para o aumento da pressão arterial e o desenvolvimento de doenças metabólicas que impactam os rins. “Uma alimentação baseada em alimentos naturais, com frutas, verduras e proteínas magras, ajuda não apenas no controle da pressão, mas também na preservação da função renal a longo prazo”, afirma a Dra. Andrea Pio de Abreu.

A prática regular de atividade física contribui para controlar a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

4. Pratique atividade física regularmente

O sedentarismo é um fator de risco importante tanto para hipertensão quanto para doenças renais. A prática regular de exercícios ajuda a controlar a pressão arterial e melhorar a circulação sanguínea. “O exercício físico atua como um regulador natural da pressão. Além disso, melhora a saúde vascular como um todo, o que beneficia diretamente os rins”, destaca a médica.

5. Evite o uso indiscriminado de medicamentos

O uso frequente de anti-inflamatórios e outros medicamentos sem orientação médica pode prejudicar os rins, especialmente em pessoas hipertensas. “Muitos medicamentos são potencialmente tóxicos para os rins quando usados de forma inadequada. Pacientes com hipertensão precisam ter ainda mais cuidado, pois já apresentam maior vulnerabilidade renal”, alerta.

6. Controle doenças associadas

Diabetes, obesidade e colesterol alto são condições que, combinadas com a hipertensão, aumentam significativamente o risco de doenças renais. “Quando a hipertensão está associada a outras doenças crônicas, o risco de lesão renal se multiplica. O controle integrado dessas condições é fundamental para evitar complicações”, explica a nefrologista.

7. Consulte regularmente um especialista

O acompanhamento médico contínuo permite avaliar a função renal, ajustar tratamentos e prevenir complicações antes que elas se tornem graves. “A avaliação periódica com exames simples pode identificar alterações precoces nos rins. Quanto antes detectamos o problema, maiores são as chances de preservar a função renal e evitar a progressão para insuficiência”, conclui a Dra. Andrea Pio de Abreu.

Por Sarah Carvalho

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