CNN Brasil
A atriz Erin Moriarty, 31, conhecida por interpretar Starlight na série "The Boys", revelou que foi diagnosticada com a Doença de Graves durante as gravações da última temporada da produção. Segundo ela, o período foi extremamente difícil, com sintomas intensos que afetaram seu equilíbrio físico e mental, tornando a rotina de trabalho um desafio diário.
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A doença de Graves é uma condição autoimune crônica em que o sistema imunológico ataca a glândula tireoide, fazendo com que ela produza hormônios em excesso. Esse quadro leva ao chamado hipertireoidismo, acelerando o metabolismo e impactando diversas funções do organismo.
Segundo a Cleveland Clinic, entre os principais sintomas estão ansiedade, batimentos cardíacos acelerados, perda de peso, insônia, tremores e intolerância ao calor. Também são comuns alterações menstruais, queda de cabelo e sensação constante de nervosismo. Os sinais podem surgir de forma gradual, ao longo de semanas ou meses, ou aparecer mais rapidamente.
A doença também pode afetar outras partes do corpo além da tireoide. Problemas oculares são relativamente frequentes, incluindo olhos saltados, irritação, visão dupla e sensibilidade à luz, condição conhecida como orbitopatia de Graves. Em casos mais raros, pode haver alterações na pele, especialmente nas pernas, e até mudanças nos dedos das mãos e dos pés.
A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Estresse, infecções, gravidez e histórico familiar estão entre os possíveis gatilhos. Mulheres e pessoas com outras doenças autoimunes têm maior risco de desenvolver a condição.
Conforme a clínica, se não tratada, a doença de Graves pode levar a complicações sérias, como problemas cardíacos, osteoporose e até uma crise tireoidiana, situação rara, mas potencialmente fatal. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial.
O diagnóstico costuma ser feito por meio de exames de sangue para avaliar os níveis hormonais e a presença de anticorpos, além de exames de imagem da tireoide. Já o tratamento varia conforme o caso e pode incluir medicamentos para controlar os hormônios, terapia com iodo radioativo ou até cirurgia.
Embora não tenha cura definitiva, a doença pode ser controlada com acompanhamento médico adequado. Em muitos casos, os pacientes conseguem estabilizar os níveis hormonais e ter qualidade de vida, ainda que o tratamento precise ser mantido ao longo do tempo.
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