Dólar volta a subir e fecha no maior valor desde o fim de setembro

Publicado em 19/01/2016, às 19h14
-

Redação

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior nível em quase quatro meses. O dólar comercial subiu R$ 0,021 (0,51%) e encerrou esta terça-feira (19) vendido a R$ 4,055. A cotação está no maior valor desde 29 de setembro (R$ 4,059). A bolsa de valores teve pequena alta, mas as ações da Petrobras voltaram a cair para o menor nível em 13 anos.

LEIA TAMBÉM

O dólar comercial iniciou o dia em queda, chegando a abrir a R$ 4,006, mas reverteu a tendência ao longo do dia. Das 10h às 12h30, o câmbio operou perto da estabilidade, mas subiu a partir do começo da tarde até fechar na máxima do dia. A divisa acumula alta de 2,7% em 2016.

O dia não foi de tranquilidade no mercado de ações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, iniciou com forte alta, mas diminuiu os ganhos ao longo do dia até encerrar com alta de 0,28%, aos 38.043 pontos. Diversas ações tiveram ganho, mas o desempenho foi afetado pelas ações da Petrobras, que caíram pelo segundo dia seguido e estão no menor valor desde 2003.

As ações preferenciais da petroleira, que dão preferência na distribuição de dividendos, recuaram 2,92% e fecharam em R$ 4,66. As ações ordinárias da Petrobras, que dão direito a voto na assembleia de acionistas, caíram 2,38%, para R$ 6,15. Os papéis não subiram, apesar de a cotação do petróleo no mercado internacional ter registrado leve alta nesta terça. O barril do tipo Brent, negociado em Londres, encerrou a sessão com alta de 0,95%, mas continua abaixo de US$ 30, em US$ 28,82.

O dia foi marcado pela divulgação do crescimento de 6,9% da China em 2015, a menor expansão em 25 anos. Depois da divulgação, o Banco Central do país asiático anunciou que vai injetar 600 bilhões de yuans no mercado para estimular a segunda maior economia do planeta.

A desaceleração da China afeta fortemente países emergentes como o Brasil. Isso porque o mercado chinês é grande consumidor mundial de produtos que o país exporta, como soja e ferro. Com as exportações mais baratas, menos dólares entram no Brasil, empurrando a cotação para cima.


* Com informações da Agência Lusa

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Por que os custos da morte também devem entrar na conta do mês Cesta básica ficou mais cara em apenas duas capitais; Maceió é uma delas Isenção da “taxa das blusinhas” em compras até US$ 50 é sancionada Novas regras da CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões a motoristas em oito meses, diz governo