Bombeiros tentam resgatar soterrados após desabamento na zona leste de SP

Publicado em 12/09/2026, às 18h15
Mario Angelo Santos/Folhapress
Mario Angelo Santos/Folhapress

Por Jorge Abreu/Folhapress

Os bombeiros buscam ao menos quatro pessoas sob os escombros de um prédio que caiu em cima de uma casa na Penha, zona leste de São Paulo. A edificação ruiu durante forte temporal que atingiu a capital paulista na madrugada deste sábado (12).

As equipes de resgate localizaram duas mulheres, uma delas grávida, já sem vida. Uma menina de cinco anos foi levada ferida ao hospital Tatuapé e uma quarta vítima foi levada pelo Samu a um hospital da região. O estado de saúde deles não foi informado.

Herbert Chino Choque, 43, conta que morava na casa com a mulher, as filhas de 5 e 7 anos, e outros cinco parentes e amigos da família, todos bolivianos. Ele não estava em casa no momento do desmoronamento.

Além de residência, o imóvel também abriga a oficina de costura em que eles trabalham.
"Minha filha de 7 anos e minha mulher estão debaixo do entulho", conta Herbert. Ele ainda diz que um sobrinho e um amigo seguem soterrados.

Cães farejadores trabalham no local para auxiliar na localização das vítimas. Bombeiros e agentes da Defesa Civil e da prefeitura fazem a remoção do entulho manualmente.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) esteve no local e disse que a obra estava irregular.

O prédio que desabou estava em construção. A edificação tinha onze pavimentos.
Alexandre Sambi, advogado da construtora New House, disse à reportagem que o edifício não tinha irregularidades.

"A edificação tava com alvará. Então, a prefeitura concedeu o alvará, tava plenamente regular. Os motivos do desabamento ainda são desconhecidos, só através de uma perícia, vamos conseguir constatar realmente qual foi o motivo."

Segundo ele, o empreendimento busca as vítimas para prestar, incialmente, auxílio moradia.
A Defesa Civil havia emitido um alerta severo para tempestades em todo o estado, com previsão de rajadas de vento intenso e condição para granizo. O órgão avalia se a queda do prédio foi causada pelas fortes chuvas.

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