Duas mulheres são presas suspeitas de dopar e afogar homem após falso piquenique

Publicado em 08/07/2026, às 14h34
- Polícia Civil/Divulgação

O Tempo

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, na noite da ultima terça-feira (7/7) e nesta quarta-feira (8/7), duas mulheres suspeitas de planejar e matar um homem durante falso piquenique em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A vítima, de 51 anos, estava desaparecida desde abril e foi encontrada um mês depois em uma área rural do município.

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A investigação, realizada com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), foi batizada de Operação Latrodectus — em referência ao nome científico da aranha viúva-negra, que mata o parceiro após o acasalamento. De acordo com as corporações, o crime começou a ser planejado cerca de um mês antes da execução.

Desentendimentos provocados por por promessas de aquisição de bens por parte do homem motivaram o assassinato.

Execução do crime

A principal suspeita do crime atraiu a vítima para um encontro sob a falsa proposta de um piquenique. Ela pediu ao homem para que o encontro não fosse comunicado a outras pessoas. Para colocar o plano em prática, ela contou com a ajudante — uma amiga. No local, a dupla realizou o consumo de bebida alcoólica em contexto de brincadeira, mas aplicaram substância sedativa (Clonazepam) na bebida do companheiro com o objetivo de diminuir a resistência.

Após ingerir a mistura adulterada, o homem teve um forte mal-estar. Aproveitando-se da vulnerabilidade dele, as mulheres o levaram até a margem de um córrego e submergiram à força a cabeça da vítima, provocando a morte por afogamento.

O corpo do homem ficou desaparecido por cerca de um mês, sendo localizado pela polícia no dia 27 de maio no bairro Barreiro, zona rural de Patos de Minas.

Investigação complexa e prisão

De acordo com Luís Mauro Sampaio, delegado de Crimes Contra a Vida, o caso, a princípio, "não apresentava indícios claros de assassinato". Mas os indícios de premeditação surgiram após o trabalho de inteligência de investigadores da corporação.

"Um trabalho essencial dos investigadores da Polícia Civil, sob a coordenação da chefia do 10º Departamento e da Delegacia Regional, que fez o seu papel também", disse Sampaio.

Prisão das suspeitas

Com as provas "robustas", a Justiça decretou a prisão preventiva das duas mulheres por homicídio qualificado por motivo torpe. Enquanto a namorada responde pela execução direta, a amiga foi indiciada por instigar e arquitetar o plano de dopagem.

Ambas se mantiveram tranquilas no momento da abordagem policial e foram transferidas para o Presídio de Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.

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