Polícia investiga lista online que classifica alunas de colégio em categorias sexuais

Publicado em 08/07/2026, às 16h46
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Por Terra

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma lista criada por alunos do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, que classifica colegas em categorias sexuais, gerando grande preocupação entre pais e autoridades. A lista, que continha termos pejorativos, foi retirada do ar após denúncias.

Cerca de 65 meninas foram identificadas na lista, e a delegada responsável afirmou que algumas pessoas já foram intimadas a depor. Os investigados podem enfrentar acusações de injúria, difamação e submissão de adolescentes a vexame.

O Colégio Cruzeiro registrou um boletim de ocorrência e tomou medidas imediatas para apoiar as alunas e suas famílias, além de exigir a remoção do conteúdo. A escola também enfatizou seu compromisso com a segurança dos alunos e a promoção de campanhas de conscientização sobre responsabilidade digital.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga uma lista feita por alunos de um colégio em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), em uma plataforma online, para classificar colegas da escola a partir de categorias sexuais.

Ao Terra, a PCERJ informou que o caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e que agentes realizam diligências para apurar os fatos.

Segundo o canal GloboNews, entre as categorias da lista criada pelos alunos, estavam:

  • Goat (sigla para Greatest of all time, que significa "melhor de todos os tempos");
  • Comeria no lucro;
  • Bêbado vai;
  • Me arrependi depois;
  • Nem olharia.

De acordo com a delegada da DCAV, Maria Luiza Machado, à emissora, são ao menos 65 meninas que constam nessa lista feita pelos alunos do Colégio Cruzeiro. A relação já foi retirada do ar.

"É um caso que, de fato, causa uma repulsa muito grande, principalmente aos pais ao verem o nome de suas filhas nessa lista extremamente pejorativa, sexista, e os pais buscam logo as delegacias distritais para conseguir fazer essas denúncias, e a gente tem buscado monitorar a realização desses registros de ocorrência para conseguir trazer isso para cá e fazer uma investigação uniforme e conseguir dar uma resposta mais efetiva e única para esse caso", afirmou. 

Ainda conforme a delegada, algumas pessoas já foram intimadas para prestar depoimento nos próximos dias. "Nós vamos dar a maior amplitude possível para esse caso, especialmente para a gente conseguir identificar a autoria desses indivíduos. Essa lista é feita de forma totalmente anônima, então a gente vai empreender todos os esforços para identificar a autoria por meio dos depoimentos das pessoas", detalhou.

Os investigados podem responder pelos crimes análogos à injúria, difamação e submissão de adolescente a vexame e constrangimento, entre outros que possam ser identificados ao longo da investigação.

O que diz o Colégio Cruzeiro?

Em nota enviada ao Terra, o Colégio Cruzeiro disse que registrou um boletim de ocorrência assim que tomou conhecimento dos fatos, exigiu a remoção do conteúdo junto à plataforma e iniciou o apoio às alunas e famílias. Veja o comunicado, na íntegra:

O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. Assim que tomamos conhecimento dos fatos, acionamos as autoridades por meio de boletim de ocorrência, exigimos a remoção do conteúdo junto à plataforma — o que já foi feito —, alertamos as famílias e iniciamos o apoio integral às alunas e suas famílias.

Entendemos que o papel da escola vai além do ensino acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos, campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros. 

Nossa postura reflete a tradição e os valores de uma instituição que, ao longo de seus 164 anos, formou gerações pautadas pelo respeito e pelo desenvolvimento humano integral. Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo.

Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.

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