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Empregados da Eletrobras planejam greve e pedem saída do presidente

Publicado em 08/06/2018, às 23h28

Redação

Depois dos caminhoneiros e petroleiros, os empregados da Eletrobras pretendem fazer uma greve de 72 horas a partir do dia 11 de junho contra a privatização da empresa.

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O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) da base Rio fará um ato unificado na porta da sede da Eletrobrás, às 12 horas, no primeiro dia de greve, reunindo funcionários de Furnas, Eletronuclear, Cepel e da holding Eletrobras.

Além da suspensão do processo de privatização da companhia, o protesto pede a saída do presidente Wilson Ferreira Júnior. A categoria espera que o executivo seja afastado por estar tomando atitudes que vão contra o interesse da companhia e depreciando a imagem da mesma junto à sociedade.

Ferreira Júnior vem se esforçando para vender as seis distribuidoras deficitárias da companhia; as 70 Sociedades de Propósito Especial (SPEs) selecionadas nos segmentos de transmissão e energia eólica; e promover a capitalização da Eletrobrás que vai diluir a participação do governo no capital da empresa.

Até o momento porém, não conseguiu executar nenhuma venda, mas melhorou as finanças da companhia, o que dá argumentos aos empregados de questionarem a necessidade de prosseguir com a privatização.

A categoria briga também pelo dissídio coletivo de trabalho que venceu em maio.

A proposta da empresa é de recompor apenas 70% do INPC e incluir uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que dá poderes à companhia para alterar benefícios como o plano de saúde, o que está sendo rejeitado pelos empregados.

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