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Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF e conselheiro do São Paulo, e Marcelinho Portugal Gouvêa, também conselheiro vitalício do clube, tentam construir um acordo para a eleição presidencial do Tricolor. Por ora, porém, os dois opositores à gestão permanecem em lados distintos da disputa.
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Tentativa de composição
Os dois, que haviam se reunido na terça-feira, voltaram a se encontrar na quinta na casa de Caboclo, em São Paulo. As conversas tiveram como objetivo encontrar uma fórmula de composição entre os grupos, mas terminaram sem definição de uma candidatura única.
O movimento, contudo, produziu um entendimento de 'fair play': ambos manterão vivas suas pretensões de encabeçar uma chapa de oposição e não procurarão, neste momento, uma composição com a situação.
A equação acrescenta uma nova camada ao xadrez eleitoral do clube. Caboclo havia anunciado publicamente, na segunda-feira, que está na disputa pela presidência do São Paulo. Marcelinho, por sua vez, também trabalha para viabilizar seu nome.
Dupla de reuniões
O primeiro encontro ocorreu na terça-feira em um escritório na capital paulista. Na ocasião, Caboclo e Marcelinho chegaram a colocar sobre a mesa a possibilidade de que um deles integrasse a futura gestão do outro, numa tentativa de acomodar os dois grupos em uma mesma estrutura.
Cordialmente, os dois sinalizaram que ainda pretendem disputar o pleito e não demonstraram disposição para abrir mão, no momento, da cabeça de chapa.
As conversas prosseguiram, e os dois voltaram a se encontrar ontem, desta vez na residência de Caboclo.
Três pessoas participaram da reunião, além dos dois presidenciáveis: Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo e apoiador da articulação de Caboclo; José Eduardo Pimenta, ex-presidente do São Paulo; e Daniel Diniz, integrante do Novo São Paulo, grupo de oposição que também tem entre seus integrantes o ex-diretor de futebol Vinicius Pinotti.
Novamente, não houve composição — mas a reunião serviu para estabelecer os limites da disputa entre os dois grupos.
Caboclo e Marcelinho concordaram em manter suas respectivas movimentações políticas e buscar as assinaturas necessárias para formalizar suas chapas. A regra eleitoral exige 55 assinaturas para que uma chapa seja apresentada — ainda que não seja tecnicamente necessária para a apresentação de uma candidatura.
Na prática, os dois passam a fazer um movimento simultâneo: cada grupo tentará reunir apoio suficiente para chegar à eleição sem, por enquanto, retirar seu nome da mesa.
O acordo também envolve a relação com a situação. Caboclo e Marcelinho não entrarão em conversas com a gestão de Massis Júnior para tentar construir uma chapa conjunta.
O UOL contatou os conselheiros Marcelinho Portugal Gouvêa e Rogério Caboclo. Nenhum dos dois desejou se manifestar sobre o assunto.
E a situação?
No campo governista, por sua vez, a definição continua em aberto. Harry Massis Júnior é considerado uma possibilidade dentro da situação, embora tenha afirmado no início de sua gestão que não pretendia concorrer.
Adilson Alves também aparece nas conversas internas. Ele é assessor financeiro da administração e integrante influente do núcleo político do clube.
O calendário eleitoral do São Paulo prevê a definição das chapas até 15 de outubro. A eleição para conselheiros ocorrerá na segunda quinzena de novembro, enquanto a votação para Presidente, Diretoria e Conselho Deliberativo está prevista para a primeira quinzena de dezembro.
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