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Chirayu Rana, ex-funcionário júnior do JPMorgan, que acusa Lorna Hajdini, diretora executiva do banco, de transformá-lo em "escravo sexual", recusou uma oferta de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) para retirar o processo movido em tribunal de Manhattan, Nova York (EUA) que, além de abuso sexual, cita abuso de posição profissional para coerção e discriminação racial.
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De acordo com o "NY Post", Chirayu, de 35 anos, exigiu no mês passado US$ 20 milhões (R$ 100 milhões) para encerrar a disputa judicial contra Lorna, de 37, e o banco.
O atual advogado de Chirayu, Daniel J. Kaiser, tentou, em seguida, uma valor intermediário para selar o acordo, segundo o "Wall Street Journal": US$ 11,75 milhões. Novamente, o JPMorgan declinou.
Segundo o processo que corre na Justiça, Lorna é acusada de drogar e forçar Chirayu a repetidos encontros sexuais — alegações que a executiva o banco negam veementemente. O JPMorgan afirmou que sua investigação interna, na qual analisou e-mails, registros telefônicos e depoimentos de testemunhas, não encontrou provas de irregularidades. Segundo o banco, Lorna cooperou plenamente; Rana, não.
O caso é considerado inédito na Justiça de Nova York.
No primeiro processo do caso, Lorna, executiva da divisão de Financiamento Alavancado do JPMorgan, era acusada de coagir o funcionário júnior, que é casado, a praticar "atos sexuais não consensuais e humilhantes" durante meses, apesar de seus apelos para que ela parasse. A vítima alega que Lorna admitiu tê-lo drogado com Flunitrazepam, medicamento usado em golpes conhecidos como de "Boa noite, Cinderela", em diversas ocasiões.
"Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo. Nunca se esqueça, você me pertence", disse Lorna, de acordo com as alegações de Chirayu no processo.
No segundo processo, mais detalhes sobre o suposto comportamento predatório de Lorna surgiram. Numa ocasião, uma testemunha — que parece ser um amigo da família Rana — afirma que, quando estava hospedado em apartamento durante visita a Nova York, foi acordado por Lorna no meio da noite. Ele tentou voltar a dormir, mas a executiva, "completamente nua", o acordou. Lorna se sentou no sofá onde ele estava dormindo, acendeu um cigarro e começou a implorar para que ele "se juntasse a eles" no quarto, alega o documento.
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