A Polícia Civil do Maranhão pediu a prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de torturar uma trabalhadora doméstica dentro de casa, na Grande São Luís.
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Pedido de prisão preventiva de Carolina foi feito na noite de ontem pelo delegado Walter Wanderley. O UOL buscou o Tribunal de Justiça do Maranhão para saber se o pedido foi aceito e aguarda retorno sobre o assunto.
No entendimento da polícia, a mulher cometeu tentativa de homicídio qualificado. Um segundo suspeito, que teria usado uma arma para ameaçar a vítima, também é investigado.
De acordo com o delegado, policiais procuraram Carolina na casa dela, mas não encontraram ninguém no local ontem. A advogada responsável pela defesa da mulher negou que ela estivesse foragida e disse, na tarde de ontem, que a empresária não foi convocada para ir até a delegacia.
Empresária reconhece que cometeu "alguns excessos", diz advogada. Na noite de ontem, a criminalista Nathaly Moraes afirmou que a suspeita não está foragida e que ambos se colocaram à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos legais. "Ela não está se eximindo da responsabilidade de responder civil e criminalmente pelos danos que possa ter cometido", disse.
Carolina Sthela Ferreira é suspeita de espancar uma trabalhadora doméstica de 19 anos dentro da própria casa. Segundo o boletim de ocorrência, ela desconfiou que a mulher roubou um anel e chamou um amigo armado para ameaçar a vítima.
O caso aconteceu em 17 de abril em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. Vítima e testemunha foram ouvidas, informou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão em nota enviada ao UOL ontem.
Após o crime, Carolina enviou áudios contando como planejou e executou a tortura da vítima. A veracidade do áudio foi confirmada à TV Difusora pelo delegado Walter Wanderley, que disse que usou algumas das falas da suspeita como motivação para o pedido de prisão preventiva.
"Ela [a vítima] disse que foi chamada pela patroa para limpar a cozinha porque a patroa ia receber uma visita. A visita foi um conhecido com um revólver em punho, que deu uma coronhada nela", disse Walter Wanderley, delegado responsável pelo caso, à TV Record.
Exame de corpo de delito da vítima confirmou a agressão, segundo a polícia. A vítima disse que acertou um serviço na casa da suspeita por um mês, para fazer o enxoval do bebê.
Governador do Maranhão lamentou o caso e disse que está "em contato com a vítima" para prestar apoio. Em publicação nas redes sociais, Carlos Brandão (sem partido) afirmou que o caso "é grave, que não pode ficar impune".
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