Redação
Ambiente de descanso e proteção, a casa pode, na prática, se tornar um dos principais gatilhos para crises alérgicas, especialmente quando não há atenção aos chamados “vilões invisíveis”. Ácaros, fungos (mofo), poeira acumulada e pelos de animais estão entre os fatores mais comuns associados ao aumento de quadros como rinite, asma e dermatites.
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De acordo com o médico alergista e imunologista Dr. Renato Praxedes, a maior parte das exposições acontece justamente dentro de casa, onde as pessoas passam grande parte do tempo. “Muitas vezes, o paciente trata os sintomas, mas continua exposto diariamente ao que está causando a alergia. Tapetes, cortinas, colchões e até o ar-condicionado sem manutenção adequada podem funcionar como reservatórios de alérgenos”, explica.
Além disso, hábitos considerados comuns podem agravar o cenário. Varrer a casa com frequência, por exemplo, pode suspender partículas no ar, facilitando a inalação de poeira. O ideal, segundo o especialista, é priorizar panos úmidos e aspiradores com filtro adequado. “Outro ponto importante é a ventilação. Ambientes fechados favorecem a proliferação de mofo, que é um dos principais desencadeadores de crises respiratórias”, destaca.
As alergias respiratórias, como rinite e asma, podem se manifestar com sintomas como espirros frequentes, congestão nasal, tosse persistente e falta de ar. Já as alergias de pele podem surgir com coceira, vermelhidão e descamação. Em crianças, esses sinais podem impactar diretamente o sono, o rendimento escolar e a qualidade de vida.
O contato com animais domésticos também costuma gerar dúvidas. Segundo o médico, nem sempre é necessário afastar o pet, mas sim adotar medidas de controle ambiental. “Hoje sabemos que, com orientação adequada, é possível conviver com animais de estimação mesmo em casos de alergia, reduzindo bastante os sintomas”, afirma.
Entre as principais recomendações estão: manter a casa ventilada, evitar o acúmulo de objetos que concentrem poeira, higienizar regularmente roupas de cama com água quente e realizar a manutenção periódica de aparelhos como ventiladores e ar-condicionado.
Por fim, o especialista reforça a importância do diagnóstico correto. “Nem toda tosse ou espirro é apenas um incômodo passageiro. Quando os sintomas são frequentes, é fundamental investigar. O tratamento adequado, aliado ao controle do ambiente, faz toda a diferença na qualidade de vida do paciente”, conclui Dr. Renato Praxedes.
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