Redação
Os estudantes suspeitos de envolvimento em denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, foram suspensos pela Secretaria de Educação. A medida é por tempo indeterminado.
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Duas alunas, de 14 anos, denunciaram ter sido vítimas de violência sexual em ocasiões diferentes, durante o intervalo das aulas. Segundo a defesa das adolescentes, cinco estudantes estariam envolvidos nos crimes.
A identidade dos suspeitos e das vítimas não foi divulgada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, os adolescentes não frequentam a escola desde a semana passada. O caso está sob investigação da Polícia Civil e também é acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
As duas adolescentes receberam atendimento inicial de profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de um projeto vinculado à Secretaria Municipal de Educação.
A prefeitura informou ainda que as jovens e as mães deverão receber acompanhamento terapêutico em um serviço especializado no atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência. As estudantes também serão transferidas para outras escolas da rede municipal.
Como os abusos teriam acontecido
Segundo a advogada Luanny Porto, que representa as adolescentes, os episódios ocorreram dentro de uma sala de aula enquanto as vítimas estavam sozinhas durante o intervalo.
O caso mais recente teria acontecido em 3 de agosto. Conforme o relato da defesa, uma das estudantes decidiu permanecer na sala durante o intervalo para fazer um lanche quando foi surpreendida pelos suspeitos.
A advogada afirma que os adolescentes teriam apagado a luz, agredido fisicamente a vítima e cometido a violência sexual. Segundo ela, os jovens também teriam feito ameaças para impedir que a adolescente contasse o que havia acontecido.
O Conselho Tutelar foi acionado após a denúncia. Desde então, as duas estudantes deixaram de frequentar as aulas.
Segunda denúncia
Depois que o primeiro caso veio à tona, a outra adolescente também decidiu procurar ajuda e relatou ter passado por uma situação semelhante no início de julho.
De acordo com a defesa, o segundo episódio também ocorreu dentro da sala de aula e durante o intervalo. A advogada afirma que a jovem costumava permanecer no local nesse período.
"Foi o mesmo modus operandi. Essa outra jovem também costuma comer na sala por sofrer bullying. Ela, inclusive, tem histórico de automutilação, algo de que a escola tem ciência, mas não fez nada. Registramos o boletim de ocorrência e fomos ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde as duas passaram por exames sexológicos", contou a advogada.
As denúncias são investigadas pela Polícia Civil. O caso também é acompanhado pelo Conselho Tutelar da Regional 1, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, e pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do município, vinculada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
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