Ex-atriz pornô toma posse como senadora para lutar pelos direitos de produtores de conteúdo adulto

Publicado em 24/07/2026, às 20h44
- Ex-atriz pornô Deyci Alejandra Omaña Ortiz foi eleita senadora na Colômbia para lutar pelos direitos de produtores de conteúdo adulto — Foto Reprodução

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Uma ex-atriz pornô tomou posse como senadora na Colômbia, na última segunda-feira (20/7), com uma plataforma de defesa dos direitos de criadores de conteúdo adulto.

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Deyci Alejandra Omaña Ortiz, conhecida como Amaranta Hank no meio do entretenimento adulto, assumiu a vaga no Senado, em Bogotá, pelo partido de esquerda Pacto Histórico, contou o jornal "La Opinión".

A colombiana de 33 anos é uma jornalista que se tornou atriz pornô em 2017. Ela deixou a indústria dois anos depois para ingressar na política.

Eleita em março, representando a região norte de Santander, Deyci agora trabalha para garantir direitos de seguridade social aos criadores de conteúdo adulto. A senadora defende que os profissionais do setor adulto precisam de proteção legal para evitar a exploração por parte de empresas e agências.

"O problema é que a sociedade consome filmes adultos, mas nos nega a possibilidade de falar em espaços de poder", afirmou a senadora.

O Pacto Histórico — que é o partido do atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro — é a maior bancada no Senado, com 25 cadeiras.

Deyci segue os passos de Ilona Anna Staller, conhecida pelo nome artístico de Cicciolina, um ex-atriz pornô de origem húngara que virou deputada na Itália (1987–1992). Após deixar a Câmara, ela se manteve com ativista política e abraçou as carreiras de cantora e escritora

A própria Deyci citou Cicciolina (e a estrela pornô e ex-prostituta holandesa Yvette Luhrs, que virou ativista política) ao se defender de conservadores que afirmavam que uma ex-atriz pornô não poderia concorrer a um cargo político:

"Por que uma mulher que atuou na indústria adulta não pode aspirar a um cargo eletivo? Minha experiência me permitiu compreender a desigualdade, a luta pela liberdade e a economia popular, pautas que agora prometo levar diretamente ao debate legislativo. Há uma transformação política em curso que ainda tem um longo caminho a percorrer, mas o importante é que ela já começou de alguma forma."

Petro foi impedido de concorrer a outro mandato – a Constituição da Colômbia proíbe a reeleição presidencial consecutiva. O político conservador Abelardo de la Espriella venceu o pleito e tomará posse como presidente da Colômbia em 7 de agosto.

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