Ex-chefe do Iprev Maceió comprou carro e casa em espécie, diz jornal

Publicado em 10/08/2026, às 15h10

Flávio Gomes de Barros

A operação da Polícia Federal no Instituto de Previdência dos Servidores da Prefeitura de Maceió, visando apurar aplicação financeira no Banco Master, continua sendo a principal notícia do dia de hoje em Alagoas.

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E sua repercussão já alcança dimensão nacional, com registro da informação em vários veículos de comunicação.

Os jornalistas Felipe de Paulo e Roseann Kennedy, por exemplo, abordam o assunto em "O Estado de São Paulo":
 

"Alvo da Operação Compliance 82 nesta segunda-feira, 10, o ex-diretor-presidente do Maceió Previdência (Iprev) Ronnie Reyner Teixeira Mota, responsável por autorizar o investimento de R$ 97 milhões em letras financeiras no Banco Master, apresentou 'movimentações em espécie e aquisições patrimoniais aparentemente incompatíveis' com seus rendimentos após os aportes no banco de Daniel Vorcaro, segundo a Polícia Federal.

De acordo com a PF, Ronnie realizou 'pagamento parcialmente realizado em dinheiro na aquisição de veículo e compra de unidade imobiliária com pagamento em espécie'. Para os investigadores, os dados são 'elementos de probabilidade e de risco de ocultação patrimonial'.

O Estadão busca contato com a defesa de Ronnie Mota. O espaço está aberto. Em nota, o Maceió Previdência afirmou que 'vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes'.

Embora a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator da investigação, não aponte formalmente nenhum investigado como chefe ou líder do esquema, o documento coloca Ronnie Reyner Teixeira Mota no centro da investigação.
 

À época dos investimentos, Ronnie era a autoridade máxima da autarquia e ocupava papel central no processo de decisão. Segundo a investigação, ele assinou as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) referentes aos aportes no Banco Master.

Para a PF, 'sua atuação não decorre apenas do cargo que ocupava: as assinaturas o vinculam diretamente à formalização das operações, aos valores, às datas e às condições financeiras dos investimentos'...”

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