Funcionária vê invasores e se esconde na mansão de Silvio Santos em SP

Publicado em 10/08/2026, às 19h04
Edson Lopes Jr./Folhapress
Edson Lopes Jr./Folhapress

Por Redação

Uma funcionária da antiga casa de Silvio Santos se escondeu e chamou a Polícia Militar após perceber a entrada de três homens no imóvel, localizado no Retiro Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. A invasão aconteceu na tarde desse domingo (9).

De acordo com o boletim de ocorrência, antes de os suspeitos entrarem na residência, a mulher percebeu um carro preto desconhecido estacionado em frente ao endereço. Pouco depois, ela viu os três homens, que usavam toucas, e decidiu se esconder.

Quando os policiais chegaram à Rua Antônio de Andrade Rebelo, os suspeitos já haviam deixado o imóvel. Apesar da invasão, a equipe não encontrou sinais aparentes de arrombamento durante a primeira vistoria.

A residência passou por perícia. Técnicos também utilizaram o AFIS, sistema que permite comparar impressões digitais, na tentativa de encontrar pistas que ajudem a identificar os envolvidos. Uma equipe do CERCO foi acionada para auxiliar nas investigações.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como violação de domicílio, associação criminosa e tentativa de furto. O caso ficará sob responsabilidade do 89º Distrito Policial (Jardim Taboão), que busca esclarecer a motivação da entrada dos homens na propriedade e identificar os suspeitos.

Casa tem histórico ligado a Silvio Santos

O imóvel é conhecido como Mansão Abravanel e pertence à história da família de Silvio Santos, que morreu em 2024.

A residência ganhou notoriedade nacional em 2001, quando Patrícia Abravanel, filha do apresentador, foi sequestrada. Ela passou uma semana em cativeiro antes de ser libertada.

Poucos dias depois, o sequestrador Fernando Dutra Pinto retornou ao local e invadiu a mansão. Desta vez, Silvio Santos foi mantido refém por aproximadamente sete horas.

O episódio mobilizou as autoridades e terminou após negociações que tiveram a participação do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

As circunstâncias da invasão registrada neste domingo ainda são investigadas pela Polícia Civil.

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