Ex-prefeito mata empresária em escritório durante conversa sobre divórcio no PA

Publicado em 05/06/2026, às 13h23
A ex-primeira-dama Léia Veloso, de Ourilândia do Norte, foi morta com um tiro na nuca - Reprodução / Redes sociais

Folhapress

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A empresária Icicléia Alves Veloso, 41, conhecida como Léia, foi assassinada pelo ex-prefeito de Ourilândia do Norte (PA), Romilson Veloso e Silva (PP), 69, no momento em que os dois estavam em um escritório de advocacia da cidade para discutir detalhes do divórcio.

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O feminicídio foi confirmado pela Polícia Civil, que teve acesso a imagens gravadas em uma sala onde o ex-casal estava no momento do crime, ocorrido na quarta-feira (3).

O político, que atualmente era vereador na cidade, teria cometido suicídio após atirar na nuca da ex-mulher, que estava sentada em uma cadeira do escritório quando foi atingida. O corpo dele foi encontrado no banheiro do estabelecimento.

Médico e um dos pioneiros de Ourilândia, ele era conhecido como Dr. Veloso e exerceu quatro mandatos na prefeitura antes de ser eleito para o Legislativo, em 2024. Ele e Léia tinham dois filhos adolescentes.

A mulher chegou a ser socorrida e foi internada na UTI do Hospital Regional da PA-279, mas não resistiu e morreu na tarde desta quinta-feira (4).

Romildo Veloso e Ilcicléia Alves Veloso — (Foto: Arquivo pessoal)

 

Segundo o delegado Elioenai de Jesus, as imagens analisadas pela polícia mostram o momento em que o ex-prefeito fez um único disparo ao ficar sozinho com a empresária em uma das salas do escritório. Ele foi para trás da cadeira onde Léia estava sentada e disparou em sua nuca.

De acordo com o responsável pela investigação, o casal não chegou a discutir e há indícios de que o feminicídio tenha sido premeditado.

A Prefeitura de Ourilândia decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-prefeito e divulgou duas notas separadas lamentando as mortes. O ex-prefeito foi velado na Maçonaria de Ourilândia do Norte.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 3.642 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2024, o que corresponde a uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres.

Esse número faz parte da nova edição do Atlas da Violência, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado no mês passado.

A Lei do Feminicídio alterou o Código Penal e passou a tipificar esse crime no Brasil em 9 de março de 2015. A legislação abrange assassinatos de mulheres em contextos de violência doméstica, familiar ou motivados por misoginia.

ONDE BUSCAR AJUDA

CVV (Centro de Valorização da Vida)
Voluntários atendem ligações gratuitas 24 horas por dia no número 188 ou pelo site www.cvv.org.br
Mapa Saúde Mental
Site mapeia diversos tipos de atendimento: www.mapasaudemental.com.br

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