Veterinário viraliza ao acalmar cães agressivos sem sedação com dança

Publicado em 06/08/2026, às 09h05
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Por Terra

Bruno Lisboa, veterinário de Belo Horizonte, conquistou popularidade nas redes sociais ao atender cães agressivos, acumulando mais de 760 mil seguidores e 9 milhões de visualizações em seus vídeos. Sua abordagem inovadora, que combina técnicas de acalmar os animais sem o uso de sedativos, tem atraído clientes de diferentes estados.

A demanda por seus serviços cresceu após colegas veterinários solicitarem ajuda para lidar com cães de temperamento forte, levando Bruno a desenvolver métodos próprios que incluem musicoterapia e dança. Ele observa que muitos profissionais enfrentam dificuldades em atender esses animais devido à falta de formação em comportamento animal.

Bruno oferece consultas que custam em média R$ 950 e realiza atendimentos em dias específicos para garantir um ambiente seguro. Com a crescente fama, ele também ministra cursos e palestras sobre suas técnicas, destacando a importância de um atendimento humanizado e eficaz para animais com comportamento agressivo.

Resumo gerado por IA

Bruno Lisboa acumula mais de 760 mil seguidores nas redes sociais onde compartilha sua rotina como veterinário em uma clínica, em Belo Horizonte (MG). Vídeos nos quais ele mostra o atendimento de cãezinhos bravos em sua clínica já bateram mais de 9 milhões de visualizações no Instagram.

O motivo não é para menos: a forma como Bruno consegue acalmar e realizar o atendimento de cachorros arredios encantou a internet. Não à toa, ele foi apelidado de 'encantador de feras'. A demanda começou por parte dos próprios amigos dele, também veterinários, pela dificuldade em atender cães de temperamento forte.

"Meus colegas começaram a pedir para que eu atendesse alguns animais deles que atacavam, ou mordiam. Com o tempo, decidi focar somente nos animais com comportamento agressivo e fui implementando uma técnica. Eu aprendi a ler os animais, eles comunicam o que sentem o tempo inteiro", conta em entrevista ao Terra.

Um dos conteúdos mais clicados no perfil de Bruno é um atendimento com um cãozinho chamado Rambo. Nas imagens, Bruno tenta segurar o cachorro para levar até a sala de atendimento, mas o animal tenta atacá-lo em todo momento. Após alguns segundos, o veterinário pega o animal no colo e o cãozinho imediatamente se acalma.

"Fiz um balancinho nele e vi que ele soltou o corpo. Coloquei uma música pra acalmar e comecei a dançar com ele. Ele relaxou e aí eu entendi que ele estava tranquilo. Fui aperfeiçoando essa dança com os animais e vi que funcionava com todos, principalmente com os agressivos", disse.

Ele diz que todas as técnicas que usa foram desenvolvidas por ele mesmo. A repercussão do trabalho foi tamanha que ele passou a dar aulas, palestras e ministrar cursos na área. "É uma carência na formação de médicos veterinários. Não tem esse estudo comportamental, por isso, muitas vezes, o profissional sai frustrado com o atendimento", explica.

O profissional ressalta que é normal cães se sentirem mais acuados ao entrarem em uma clínica veterinária, afinal, é um local onde são atendidos dezenas de outros animais com diferentes odores.

"É importante ressaltar que minha técnica não é de adestramento, sou especialista em atendimento médico em animais com comportamento agressivo sem o uso de drogas. Já fui convidado para falar sobre o assunto em países da Europa e nos Estados Unidos", afirma o médico.

Bruno revela que uma primeira consulta para um animal de temperamento forte custa em torno de R$ 950. O valor pode ser ajustado conforme a necessidade do animal, incluindo para atendimentos em domicílio. Além disso, ele seleciona os dias da semana em que atenderá cães pela primeira vez, para que possa realizar a aplicação da técnica de forma segura e sem pressa.

O veterinário explica que muitos profissionais acabam optando por sedar o animal agressivo antes do atendimento, para evitar acidentes. Ele diz que prefere não usar drogas para acalmar o animal, e que a técnica tem sido eficaz até então.

"Conforme fui aprendendo a ler o animal, até meu atendimento ficou mais ágil. Quanto menos tempo o cachorro fica no consultório, menos estresse ele sofre. Olho o cachorro da ponta do nariz até a ponta do rabo. Às vezes, chega com um problema e sai com três", diz.

A fama de Bruno é tamanha que muitas pessoas se deslocam de outros Estados até a capital mineira apenas para realizar uma consulta. Em média, ele atende 2 cãezinhos por dia, e as consultas costumam durar de 50 minutos a 1h e 30 minutos. O shape do veterinário também precisa estar em dia, já que ele leva ao colo animais de grande porte. "Eu tenho desgaste físico, claro, imagina levantar um cachorro de 60 kg e dançar?", brinca.

Pinscher, pitbull, SRD: não importa tamanho, peso e temperamento, Bruno se prepara para atender todos com calma, atenção e paciência. A sala de atendimento, por exemplo, tem musicoterapia, cromoterapia e luzes na cor azul para ajudar a acalmar os ânimos.

"Eu praticamente só atendo animais agressivos. Muitas vezes o cachorro não tem nada, mas a pessoa agenda uma consulta para o animal dançar comigo. Brinco que a gente virou pediatra, porque cachorros são filhos e, na cabeça dos tutores, eles têm o sonho de conhecer o 'encantador de feras'. Já cheguei na minha recepção e tinham pessoas para tirar fotos, fazer vídeos", conclui.

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