Ex-prefeitos são alvo de operação do Gecoc na área nobre de Maceió e em Arapiraca

Publicado em 19/07/2017, às 07h11

Redação

Uma operação integrada envolvendo a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE/AL) cumpre, desde o início da manhã desta quarta-feira (19), mandados de prisão contra três ex-prefeitos de municípios alagoanos, duas ex-secretárias e um empresário, além de busca e apreensão em suas residências, na área nobre de Maceió e em Arapiraca. Foram cumpridos mandados em um condomínio de luxo em Jacarecica e um imóvel na Ponta Verde, na Capital.

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Um dos alvos da operação é o ex-prefeito Fábio Rangel (Girau do Ponciano), já preso, em Arapiraca. A prisão foi feita na casa dele, e acompanhada pelos promotores de Justiça Luiz Tenório e Kléber Valadares, este último, promotor natural de Girau do Ponciano.

Fábio não apresentou resistência e foi encaminhado à sede do Ministério Público, em Maceió, onde deverá ser interrogado.

Já os ex-prefeitos Jacó Brandão (Mata Grande) e Márcia Coutinho (Passo de Camaragibe) não foram encontrados em suas residências. As equipes do Gecoc continuam fazendo buscas na tentativa de localizá-los.

As duas ex-secretárias municipais e o empresário também foram presos, em Arapiraca.

Assista: policiais cumprem mandado de busca na casa de Jacó Brandão

Policiais cumprem mandado de busca

Na representação encaminhada à 17ª Vara Criminal da Capital, o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do MPE, ainda solicitaram a indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos.

Desvios chegam a R$ 3 milhões

Os ex-gestores municipais são acusados de desviar recursos públicos durante os mandatos eletivos. De acordo com as investigações do Ministério Público, que começaram em março, os ex-prefeitos teriam participado de um esquema criminoso envolvendo suposta compra de medicamentos por meio de notas fiscais fraudulentas.

O prejuízo causado, segundo os investigadores, já ultrapassaria as cifras de R$ 3 milhões. E tal valor foi confirmado ao Gecoc por uma pessoa que aceitou o benefício da colaboração premiada e decidiu revelar o esquema criminoso.

Operação Sepse

A operação desta quarta (19) é uma continuação da “Sepse”, desencadeada em junho, nas três prefeituras. Após o cumprimento das medidas cautelares à época, centenas de documentos foram recolhidos e eles serviram de base para que o Gecoc pudesse aprofundar as investigações.

Naquela ocasião, o empresário Josimar Campos de Araújo também foi alvo da operação e havia contra ele um mandado de prisão temporária. Josimar é apontado como proprietário da JC Campos Distribuidora, a principal empresa envolvida no esquema. Ele não foi encontrado em sua residência e, até agora, continua foragido, uma vez que o pedido de prisão temporária foi convertido em preventiva em função da fuga do acusado.

A indisponibilidade dos bens

O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e os promotores do Gecoc, Antônio Luiz dos Santos, Luiz Tenório, Elísio da Silva Maia, Carlos Davi Lopes, Hamilton Carneiro Júnior e Eloá de Carvalho Melo também pediram a indisponibilidade dos bens de todos os acusados no valor de R$ 3 milhões.

Com o pedido deferido pela 17ª Criminal da capital, o Banco Central do Brasil, o Sistema de Restrições Judiciais de Veículos Automotores e os cartórios imobiliários de Maceió, de Passo de Camaragibe e de Girau do Ponciano deverão receber ofícios para que promovam o devido bloqueio dos bens em nome dos envolvidos.

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