Ivan Rocha detalha rotina de relacionamento poliafetivo em V; todas as mulheres têm independência financeira
Ivan, que possui um perfil popular nas redes sociais, vive em um relacionamento poliafetivo com sete mulheres, sendo que apenas uma delas é legalmente sua esposa, devido à legislação brasileira. Essa dinâmica familiar, conhecida como relacionamento em V, tem gerado discussões sobre a estrutura de relacionamentos não convencionais no Brasil.
O casal começou a expandir sua família após Laís, a esposa original, se interessar por um fetiche que envolvia a presença de outras mulheres na vida de Ivan. Atualmente, eles residem em uma casa grande em Atibaia, São Paulo, onde cada mulher mantém sua independência financeira, apesar de algumas trabalharem na indústria de conteúdo adulto.
Ivan relata que os custos mensais para sustentar a família chegam a R$ 40 mil, e embora os perfis nas redes sociais gerem receita por meio de patrocínios, algumas integrantes ainda buscam empregos alternativos, como motoristas de aplicativos, para complementar a renda. A situação de Amanda, que perdeu seu emprego após a revelação de sua vida familiar, destaca os desafios enfrentados por aqueles em relacionamentos poliafetivos.
São mais de 400 mil seguidores de TikTok e Instagram no perfil Trisal Rochas, que vem viralizando nas redes sociais por seu conteúdo poliafetivo: Ivan, dono do perfil, tem sete “esposas” — legalmente, só uma, por conta da legislação brasileira — em um relacionamento em V. Ele garante que todas têm status e vida de esposa.
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O relacionamento em V significa que as sete mulheres, Laís, Amanda, Ana, Natália, Camilly, Maria Eduarda e Isabela, não se relacionam entre si, apenas com Ivan — a vértice do V.
No programa “O Povo Quer Saber”, do jornalista Chico Barney, eles contaram mais sobre o dia-a-dia da família poliafetiva. A Laís, esposa “original”, revela que tudo começou quando ela viu Ivan com outra mulher e gostou: um fetiche chamado de troilismo.
A partir daí, o casal começou a procurar outras mulheres para Ivan se relacionar e, num primeiro momento, procuravam apenas uma segunda “esposa”: nos últimos três anos, se tornaram sete.
Ao programa, Ivan relata que gasta cerca de R$ 40 mil mensais para manter a estrutura familiar: todos moram em uma residência de 16 cômodos em Atibaia, São Paulo
São duas casas geminadas — uma ao lado da outra — com oito cômodos, sendo cinco quartos em cada, num total de 10 quartos. Os que estão sobrando vão para os filhos: Laís está grávida de sete e Maria Eduarda de quatro meses.
Mas ele nota: cada uma mantém sua independência financeira — cada uma tem seu próprio dinheiro.
“Essas meninas vão ficar porque amam, não por causa do dinheiro, tanto que todas elas se bancam. Se eu morrer amanhã, elas têm como manter a vida delas o resto da vida”, diz Ivan.
Das sete esposas, quatro gravam conteúdo adulto como renda primária, sendo que as cenas “a dois” são gravadas exclusivamente com o Ivan: “Hoje, para viver na nossa família, o CLT infelizmente não cabe. E não é por escolha nossa".
Ele contou o caso de Amanda, que é a mais nova adição da família e perdeu um emprego em uma escola — ela é pedagoga — após a direção do colégio descobrir a sua situação familiar.
Os perfis na internet vêm trazendo dinheiro, principalmente com patrocínios, mas algumas partes da família poliafetiva ainda trabalham como motoristas de aplicativos para complementar a renda.
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