Em 2025, 83% das transações bancárias no Brasil foram realizadas por canais digitais, com o celular representando 78% desse total, refletindo uma mudança significativa no comportamento dos usuários em relação aos serviços financeiros.
O crescimento do mobile banking foi de 169% nos últimos cinco anos, com 187,5 bilhões de transações, enquanto o uso de agências físicas caiu para apenas 3%, evidenciando a preferência por soluções digitais.
Os bancos planejam investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, priorizando cibersegurança e a adoção de inteligência artificial, com 42% das instituições buscando expandir suas equipes de TI para acompanhar a evolução tecnológica.
Os bancos brasileiros indicam que 83% das transações são feitas pelos canais digitais — ou seja, pelo celular e pelo internet banking. Somente no celular, nos últimos cinco anos, o crescimento foi de 169%, atingindo 187,5 bilhões de transações.
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De um total de 240,8 bilhões de operações feitas pelos brasileiros em 2025 por meio dos diferentes canais de atendimento das instituições financeiras, 78% foram realizadas pelo celular, o que representa uma alta de 11% em relação ao ano anterior. É o que revela a primeira versão da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 (ano-base 2025), realizada pela Deloitte, organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mundo. Em contrapartida, apenas 3% das transações são realizadas nas agências físicas.
A pesquisa reforça, segundo a Febraban, a consolidação dos canais digitais como o principal ponto de relacionamento financeiro. Nesse contexto, a preferência dos usuários impulsiona o crescimento de heavy users (clientes que realizam mais de 80% de suas transações em um único canal), que já representam 76% da base de usuários digitais. Ao considerar a média mensal de acessos (logins), o relacionamento bancário entre esses usuários é diário no caso de pessoas físicas e ocorre, em média, quase duas vezes ao dia entre as empresas.
"O mobile banking reafirmou seu posicionamento como o principal canal em expansão, com um crescimento notável não apenas em consultas, mas em transações financeiras e investimentos. A conveniência digital transformou o relacionamento bancário em algo diário para a maioria dos brasileiros, tornando os canais físicos pontos de apoio para operações mais consultivas”, afirma Rodrigo Mulinari, diretor responsável pela Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária.
De acordo com o levantamento, o Pix continua crescendo nas transações com movimentação financeira, com aumento de 19% no mobile banking e 53% no internet banking. O pagamento via Pix também lidera o crescimento das transações no POS (maquininhas do comércio). A pesquisa mostra ainda que 80% das transações via Pix para pessoas físicas foram realizadas de forma instantânea. Entre os 20% das demais transações em Pix para pessoas físicas, destacam-se: Pix cobrança (19%), Pix agendado (0,3%) e Pix crédito (0,2%).
Investimentos pesados
Os dados da pesquisa revelam um crescimento expressivo de 58% no orçamento tecnológico nos últimos cinco anos, com uma previsão de investimento de R$ 50,4 bilhões para o ano de 2026 — uma alta de 8% em relação a 2025. Os bancos brasileiros elegeram a cibersegurança como prioridade absoluta, com 100% das instituições atribuindo a ela um nível alto ou médio de relevância.
Segundo o levantamento, as instituições financeiras estão investindo em treinamentos mais especializados e direcionados, ao mesmo tempo em que ampliam a contratação de talentos para sustentar a evolução tecnológica. Atualmente, o setor conta com 226,1 mil profissionais treinados, e a pesquisa mostrou que 42% dos bancos pretendem ampliar o número de colaboradores na área de TI, o que corresponde a um crescimento médio de 22% nas equipes.
“O crescimento do orçamento tecnológico dos bancos, aliado à previsão de R$ 50,4 bilhões em investimentos para 2026, mostra que o setor financeiro segue comprometido com inovação, segurança e eficiência. A cibersegurança permanece como agenda central para as instituições, ao lado de temas estratégicos como Cloud e IA Generativa. Esse avanço também depende da formação e da atração de profissionais cada vez mais especializados, capazes de sustentar a evolução tecnológica do setor”, afirma Ivo Mósca, diretor de Inovação,
Produtos e Segurança da Febraban.
Os bancos brasileiros também elegeram a computação em nuvem (Cloud, com 84%) e a Inteligência Artificial Generativa (GenAI, com 84%) como temas protagonistas no orçamento. A pesquisa mostra que, embora a inteligência artificial já esteja presente em diversas frentes, cerca de 60% das instituições ainda se encontram em fases iniciais de adoção.
No caso da GenAI, esse percentual é ainda maior, refletindo um momento de experimentação e desenvolvimento de casos de uso. O cenário indica um potencial significativo de expansão nos próximos anos e o início de um novo ciclo de maturidade tecnológica no setor bancário.
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