Exame confirma que brasileira morta após cair de prédio na Argentina usou drogas

Publicado em 10/05/2023, às 13h22
Foto: Reprodução/Redes Sociais -

O Globo

Um exame toxicológico indicou que a brasileira Emmily Rodrigues, morta após cair do sexto andar de um prédio em Buenos Aires, na Argentina, fez uso de drogas antes do acidente. Álcool, maconha, ketamina, cocaína e ecstasy foram encontrados no corpo da jovem, segundo laudo do Laboratório de Toxicologia e Química Jurídica do Corpo Médico Legal.

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Resquícios que podem ser da droga Túci, conhecida como 'cocaína rosa', também foram encontrados no organismo da jovem. Segundo o jornal argentino La Nacion, para os advogados que representam a família do jovem, a presença de drogas no corpo de Emmily Rodrigues confirmariam a hipótese de que entorpecentes foram fornecidos pelo proprietário do apartamento.

Os exames não encontraram a presença de esperma no corpo da brasileira. A investigação da polícia argentina chegou a encontrar preservativos usados no apartamento do suspeito Francisco Sáenz Valiente, que negou ter tido relações sexuais com a jovem na noite da morte.

O empresário Francisco Sáenz Valiente afirma que Emmily Rodrigues teve um surto enquanto estava no seu apartamento e se jogou do sexto andar. Ele chegou a ser preso provisoriamente no início das investigações, tendo sido posteriormente solto pela Justiça, que entendeu não existir base para a manutenção da prisão.

O Ministério Público disse ver no caso sinais de "grave violência contra a mulher" e "feminicídio e facilitação de entorpecentes".

Empresário ligou para a Emergência antes da queda - O pai de Emmily encaminhou ao GLOBO uma gravação telefônica em que aparece o empresário Francisco Sáenz Valiente, de 52 anos, pedindo ajuda ao serviço de emergência argentino, antes da queda da jovem. No áudio é possível ouvir a brasileira, ao fundo, gritar por socorro.

Ao telefone, Sáenz Valiente pediu ajuda e forneceu o endereço da casa dele. Vizinhos do empresário também ligaram para a emergência ao ouvirem os gritos de Emmily. Em uma das ligações, um homem avisa que a jovem está gritando muito e pedindo ajuda. Em outra, uma mulher diz que a vítima havia caído da janela.

Investigação - A Justiça e o Ministério Público decretaram sigilo sobre a investigação. A polícia, no entanto, recolheu câmeras de segurança da casa do empresário para tentar elucidar o que aconteceu na casa.

Ao GLOBO, o advogado da família da vítima, Ignacio Trimarco, afirmou que há suspeitas de que as câmeras eram usadas para registrar encontros sexuais com mulheres.

— Se presume que as câmeras eram usadas para filmar sexo com mulheres, mas ainda não há comprovação, visto que as investigações ainda seguem em curso — disse o advogado.

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