Execução de condenado é suspensa após equipe médica de presídio não encontrar 'veia adequada'

Publicado em 22/05/2026, às 10h12
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O estado do Tennessee suspendeu a execução de Tony Carruthers, condenado por três assassinatos em 1994, depois que a equipe médica de presídio não conseguiu encontrar uma "veia adequada" para administrar a injeção letal.

O Departamento de Correções afirmou em comunicado na quinta-feira (21/5) que a equipe médica fez diversas tentativas sem sucesso, de acordo com reportagem no "NY Times".

Os advogados do condenado haviam solicitado, em medidas de emergência, o adiamento da execução. O governador Bill Lee, do Partido Republicano, atendeu ao pedido e concedeu um adiamento, suspendendo a execução de Carruthers por um ano.

"O Tennessee, na prática, apresentou argumentos contra a pena de morte", disse Laura Porter, diretora executiva da Campanha Americana para o Fim da Pena de Morte. "Eles forçaram Tony Carruthers a se representar em seu próprio julgamento, não analisaram as evidências de DNA e impressões digitais e agora não o executaram. É hora de acabar com a pena de morte", acrescentou ela.

Na quarta-feira (20/5), um advogado de Tony havia afirmado que o estado estava usando substâncias vencidas na aplicação da pena de morte.

O Tennessee encerrou uma pausa de três anos nas execuções no ano passado. A moratória ocorreu após a descoberta de que o estado não estava testando adequadamente os medicamentos usados ​​na injeção letal quanto à pureza e potência. Uma revisão independente posterior havia constatado que os medicamentos preparados para sete detentos em 2018 não haviam sido totalmente testados.

A condenação

Tony foi condenado à morte em 1994 pelo triplo sequestro e assassinato de Marcellos Anderson, sua mãe, Delois Anderson, e Frederick Tucker.

Os corpos das vítimas foram descobertos enterrados sob um caixão em cemitério de Memphis. Investigadores foram conduzidos ao local por um homem chamado Jonathan Montgomery, o que levou a polícia a seu irmão, James Montgomery, e a Tony como suspeitos. Jonathan foi achado enforcado em cela antes do julgamento. James e Tony foram condenados à morte em 1996. Após um novo julgamento, o Estado ofereceu a James um acordo judicial para que ele se declarasse culpado de três acusações de homicídio em segundo grau. Ele foi libertado da prisão em 2015.

Desde a condenação, Tony mantém sua inocência. Sua equipe jurídica argumentou em diversos documentos judiciais que nunca houve qualquer prova física que ligasse o cliente ao crime e que a acusação do Estado contra ele se baseou no depoimento de um informante pago.

Os advogados de Tony têm pressionado por novos testes forenses que, segundo eles, poderiam ajudar a provar a sua inocência — um pedido que foi negado por vários juízes.

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