Falsa biomédica está em estado de choque e com crises de choro, diz defesa

Publicado em 05/07/2024, às 18h58
Grasielly disse que cursou três períodos de medicina em uma faculdade do Paraguai e trancou o curso há três anos | Reprodução -

Correio Brasiliense

Presa por aplicar preenchimento de glúteos com a substância chamada PMMA (polimetilmetacrilato) na influencer Aline Ferreira, 33 anos, Grazielly da Silva Barbosa divide a cela com outras detentas, na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Goiânia, em "estado de choque". Ao Correio, o advogado Thiago Huáscar Santana, que representa a defesa dela, afirmou que a cliente está com crises de choro. 

LEIA TAMBÉM

Grasielly foi presa pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) na quarta-feira (3/7) na própria clínica onde era proprietária, na capital goiana. A prisão veio logo após a morte da influencer. Ela passou pelo procedimento em 23 de junho, sofreu complicações, chegou a ficar internada e faleceu na terça-feira (2/7). 

Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) estiveram na clínica e constataram inúmeras irregularidades: o espaço não tinha alvará de funcionamento e Grasielly não tinha nenhuma formação superior na área da saúde. Ao ser questionada, disse que cursou três períodos de medicina em uma faculdade do Paraguai e trancou o curso há três anos. Segundo ela, a formação se deu após fazer cursos “livres”, mas não apresentou diplomas ou certificados dessas especializações.

Grasielly responde por três crimes: exercício ilegal da profissão, execução de serviço de alta periculosidade e indução do consumidor ao erro. Segundo a delegada Débora Melo, um novo inquérito será aberto para apurar o delito de lesão corporal seguida de morte. Nesta quinta-feira (5/7), ela teve a prisão flagrante convertida em preventiva pela Justiça durante audiência de custódia.

O advogado dela disse que a cliente tem tido crises constantes de choro na cadeia. “Ela está em estado de choque e aos prantos, até porque conhecia a Aline e as duas tinham um vínculo pelo menos desde 2021”, frisou. 

“Fomos constituídos após a custódia. Hoje estive com ela, peguei a procuração, pedi a habilitação no processo, que corre em segredo de Justiça, e vamos ver qual será o direcionamento da defesa a partir de agora”, observou o advogado. 

Por fim, Thiago Huáscar frisou que a defesa se solidariza com a família da senhora Aline e com a fatalidade que aconteceu. “(Grasielly) jamais quis qualquer resultado desta natureza e estamos à disposição das autoridades para todos e quaisquer esclarecimentos.”

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

'Saiu rindo', diz segurança sobre colega que liderou espancamento que matou ciclista no Rio Empresária que morreu após cirurgia plástica fez seis procedimentos no rosto, diz família Campo de society comprado com dinheiro do tráfico é alvo de operação em RO PEC que acaba com a escala 6x1 chega à CCJ, e governo Lula emplaca aliado na relatoria