Campo de society comprado com dinheiro do tráfico é alvo de operação em RO

Publicado em 21/08/2026, às 19h07
Divulgação / PF
Divulgação / PF

Por CNN Brasil

Um campo de futebol society que, segundo a Polícia Federal, foi comprado com dinheiro proveniente do tráfico de drogas é um dos imóveis alvo da Operação Distribuidor, deflagrada nesta sexta-feira (21) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO).

A ação foi realizada com o intuito de desarticular uma organização criminosa que atuava em Porto Velho e mantinha um esquema de arrecadação e ocultação de patrimônio.

A operação cumpriu um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho, do Tribunal de Justiça de Rondônia.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de cinco imóveis, entre eles o campo de futebol society. Segundo as investigações, a aquisição do espaço foi custeada com recursos obtidos por meio do tráfico de drogas. Veja vídeo:

Também foram determinadas medidas para bloquear ativos financeiros, restringir a circulação e a transferência de três veículos e tornar indisponíveis outros imóveis registrados em nome dos investigados. As medidas têm limite individualizado de aproximadamente R$ 6,8 milhões por pessoa física ou jurídica.

Organização tinha arrecadação própria

De acordo com a investigação, o grupo criminoso mantinha uma arrecadação periódica junto a pontos de comercialização de drogas. A organização teria um sistema próprio de controle contábil dos valores arrecadados.

O esquema não estaria restrito a Porto Velho. Conforme a FICCO/RO, a atuação alcançava também municípios do interior de Rondônia.

A apuração busca identificar como os recursos obtidos com as atividades criminosas eram movimentados e posteriormente utilizados para adquirir e ocultar bens.

Crimes investigados

Os investigados são suspeitos dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração a organização criminosa e lavagem de capitais. Os fatos investigados teriam ocorrido entre 2022 e 2026.

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