Justiça de Alagoas revoga prisão preventiva do influenciador PTK

Publicado em 21/08/2026, às 08h11
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Por Joyce Maia*

A Justiça de Alagoas revogou a prisão preventiva do influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, que estava detido desde junho sob suspeita de envolvimento com uma organização criminosa e lavagem de dinheiro, substituindo a prisão por medidas cautelares.

O relator do habeas corpus, desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, argumentou que as evidências apresentadas não eram suficientes para comprovar a participação de PTK na organização, apesar de conversas e movimentações financeiras analisadas durante as investigações.

PTK deverá cumprir regras como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados, enquanto as investigações continuam, sem que a decisão signifique sua absolvição ou o fim do processo judicial.

Resumo gerado por IA

A Justiça de Alagoas revogou, nessa quinta-feira (20), a prisão preventiva do influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, preso desde junho por suspeita de integrar uma organização criminosa e de participar de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada após empate no julgamento de um habeas corpus e substituiu a prisão por medidas cautelares.

PTK deverá seguir algumas regras como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo informar e justificar suas atividades, proibição de contato com outros investigados e não deixar a comarca de Maceió sem autorização judicial.

A decisão não representa absolvição nem encerra as investigações. PTK continuará sendo investigado e deverá cumprir as determinações impostas pela Justiça. Em 17 de julho, um primeiro pedido de habeas corpus apresentado pela defesa havia sido negado.

Tribunal aponta falta de elementos suficientes

O relator do novo habeas corpus, desembargador Ivan Vasconcelos Brito Júnior, entendeu que os elementos reunidos até o momento não seriam suficientes para comprovar a participação do influenciador na organização criminosa.

Entre os pontos analisados está uma conversa de janeiro de 2024 na qual PTK teria sido convidado por um suposto integrante da facção para disputar o cargo de vereador. Segundo o processo, ele recusou o convite. Para o relator, o diálogo não comprovaria, sozinho, a integração do influenciador ao grupo.

A decisão também considerou a movimentação financeira de PTK, os contatos mantidos com outros investigados e o resultado das buscas realizadas em seus imóveis. Foram apreendidos dois celulares, um dispositivo de armazenamento, R$ 20 mil em espécie e dois anéis dourados. Não foram encontradas drogas, armas ou outros materiais diretamente relacionados aos crimes investigados.

Operação Morro do Alemão

PTK foi preso em 3 de junho, durante a Operação Morro do Alemão, deflagrada para investigar a atuação do Comando Vermelho em Alagoas e no Rio de Janeiro.

A operação teve 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão e outras medidas cautelares. Os alvos estavam ligados a núcleos investigados em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro.

A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas, com participação da Polícia Civil, por meio da DRACCO, e da Polícia Militar, através do Comando de Missões Especiais (CME). Até então, nove pessoas haviam sido presas.

* Estagiária sob supervisão

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