Família resgatada de avião que explodiu em Ubatuba é transferida para hospital na cidade de SP

Publicado em 10/01/2025, às 20h00
Mireylle Fries, o marido Bruno Almeida Souza e os filhos. Família sobreviveu a acidente aéreo — Foto: Reprodução -

G1 SP

Os quatro membros da família que estava no avião que explodiu em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, foram transferidos para o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, nesta sexta-feira (10).

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Mireylle Fries, de 41 anos, está em estado grave e foi trazida de helicóptero durante a manhã. Ela segue sob monitoramento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após o acidente, a moça passou por uma cirurgia e chegou a ser entubada.

O marido dela, Bruno Almeida Souza, de 48 anos, e os filhos, de 6 e 4 anos, estão estáveis e foram transferidos em ambulâncias. Eles estão em quartos, na parte clínica do hospital.

A aeronave em que eles estavam ultrapassou a pista de pouso do aeroporto de Ubatuba e explodiu na Praia do Cruzeiro, na manhã de quinta-feira (9).

O piloto, Paulo Seguetto, de 55 anos, ficou preso nas ferragens e morreu no local, após ser retirado do avião em parada cardiorrespiratória e passar por reanimação.

Pista do aeroporto é curta e perto do mar

O aeroporto de Ubatuba tem uma pista curta, de apenas 940 m. O Cessna 525 precisa de 789 m para pouso, segundo o site da fabricante. A Rede VOA, operadora do aeroporto, informou que as condições climáticas eram ruins e a pista estava molhada.

Saída da pista no momento do pouso

Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), a aeronave, que tinha decolado de Mineiros, em Goiás, passou pelo que é chamado de excursão de pista, quando o avião sai da pista no momento do pouso ou da decolagem.

A aeronave, com matrícula PR-GFS, modelo 525, foi fabricado em 2008 pela empresa Cessna Aircraft. Ela tem capacidade para sete passageiros, além de dois pilotos.

Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com operação negada para táxi aéreo, mas com situação de aeronavegabilidade "normal".

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para a ocorrência e que, na ação inicial, são utilizadas técnicas específicas para realização de coleta e confirmação de dados, preservação dos elementos, verificação inicial de danos na aeronave, entre outras informações.

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