Após semana em greve, empregados dos Correios têm dissídio na segunda

Publicado em 18/09/2026, às 11h28
Principal impasse está em mudança no plano de saúde - Foto: Agência Brasil
Principal impasse está em mudança no plano de saúde - Foto: Agência Brasil

Por Agência Brasil

A greve dos funcionários dos Correios, que já dura mais de uma semana, está centrada na contestação da mudança do plano de saúde, que pode aumentar custos para os trabalhadores e aposentados, e o julgamento do dissídio coletivo ocorrerá na próxima segunda-feira.

Os trabalhadores exigem um reajuste que reflita a inflação e um ganho real, além do retorno de benefícios como o adicional sobre férias e gratificações específicas, que foram alvo de propostas de extinção pela empresa.

O Tribunal Superior do Trabalho determinou que 80% do efetivo permaneça em atividade, enquanto os Correios tentam minimizar os impactos da greve com a mobilização de funcionários administrativos e outras medidas logísticas, orientando os clientes a acompanhar suas encomendas online.

Resumo gerado por IA

A greve dos funcionários dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30.


O principal impasse está na mudança do plano de saúde. Os trabalhadores contestam a intenção da empresa de migrar sua condição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. 


De acordo com a categoria, essa alteração pode elevar de forma abusiva custos e mensalidades cobrados de funcionários, aposentados e dependentes, com a perda de direitos trabalhistas.


Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da direção da empresa, que ofereceu reajuste de 0,87%. 


Reivindicação
A categoria reivindica recomposição condizente com a inflação acumulada e ganho real, apontando que a oferta da estatal ficou bem abaixo do Índice Nacional do Preço ao Consumidor (INPC).


Os trabalhadores reivindicam também o retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias, além da retomada do pagamento de 200% sobre o repouso ou feriado trabalhado.


A categoria também é contra a proposta da empresa de extinguir gratificações específicas, como a de motoristas, por quebra de caixa e o vale extra de Natal.


Efetivo de 80%
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao julgar a legalidade da greve dos Correios determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade. 


O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho considerou a essencialidade do serviço e o impacto no período eleitoral de 2026.


Categoria
A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou, em nota, que é difícil aceitar que outros temas ganhem destaque justamente quando a categoria espera iniciativa concreta para retomar a mesa e negociar seriamente um acordo.


 “Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.”


De acordo com a federação, tais aquisições são relevantes, mas estão sendo executadas em momento inoportuno.


Correios
Em nota, os Correios disseram que mantem os serviços em todo o país, atuando para reduzir os eventuais impactos da paralisação, que tem a adesão parcial de empregados.


“Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.”


Os Correios orientam os clientes a acompanharem o rastreamento de suas encomendas pelo site ou aplicativo da empresa e a aguardarem a entrega no endereço de destino. 


Para o tratamento de situações específicas, os clientes devem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, por meio do chat ou do serviço Fale Conosco disponível no portal dos Correios: www.correios.com.br.

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