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FBI oferece R$ 1 milhão por ex-agente acusada de espionagem para o Irã

Publicado em 15/05/2026, às 15h56
Monica desertou ao Irã e nunca mais foi vista em público, segundo o FBI - Reprodução / FBI

Folhapress

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O FBI anunciou nessa quinta-feira (14) uma recompensa de US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) por informações que levem à prisão de Monica Witt, ex-agente de contrainteligência dos EUA acusada de espionagem para o Irã.

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Escritório do FBI em Washington disse que a recompensa vale por pistas que resultem na captura de Witt. Ela foi indiciada por um júri federal no Distrito de Columbia em fevereiro de 2019 por acusações de espionagem e transmissão de informações de defesa nacional ao governo iraniano.

Em 2019, o então Procurador-Geral Adjunto John Demers alegou que Witt foi alvo de aliciamento e recrutamento pelo Irã. No júri, ele disse que, após desertar, ela teria revelado ao Irã a existência de um "programa de coleta de informações altamente confidencial" e a identidade de um oficial de inteligência dos EUA, "colocando assim em risco a vida dessa pessoa".

Witt serviu na Força Aérea dos EUA entre 1997 e 2008 e depois trabalhou como contratada do governo até 2010. Segundo o FBI, ela atuou como especialista de inteligência e como agente especial do Air Force Office of Special Investigations (Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea, na tradução para o português), o que lhe deu acesso a informações classificadas como secretas.

Acesso incluía dados de inteligência estrangeira e identidades reais de agentes infiltrados fora dos EUA. Segundo o FBI, em 2013, Witt desertou para o Irã e passou a fornecer informações ao governo iraniano, colocando em risco programas e informações sensíveis dos EUA.

Após sua deserção, funcionários do governo iraniano teriam abrigado a ex-agente. Segundo a acusação, eles forneceram a Witt "bens e serviços, incluindo moradia e equipamentos de informática", para facilitar seu trabalho para eles. Não está claro se ela tem um advogado nos EUA para representá-la.

FBI diz que as informações repassadas teriam colocado em perigo servidores dos EUA e familiares no exterior. A agência também afirma que Witt fez pesquisas para o regime iraniano com o objetivo de ajudar a identificar e mirar ex-colegas dela no governo americano.

EUA afirmam que a ex-agente traiu o juramento ao desertar para o Irã. "Monica Witt supostamente traiu seu juramento à Constituição há mais de uma década ao desertar para o Irã e fornecer ao regime iraniano informações de defesa nacional e provavelmente continua a apoiar suas atividades nefastas", afirmou Daniel Wierzbicki, chefe de inteligência do FBI.

Wierzbicki afirmou que o FBI acredita que alguém pode saber onde ela está. "O FBI não esqueceu e acredita que, neste momento crítico da história do Irã, há alguém que sabe algo sobre o paradeiro dela. O FBI quer ouvir você para que possa nos ajudar a prender Witt e levá-la à Justiça", completou.

A ex-agente segue foragida, apesar da denúncia formal apresentada em 2019. A agência diz que continua trabalhando para localizá-la e prendê-la. No comunicado, o FBI também divulgou um cartaz de procurada com fotos de Monica Witt.

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