Fisioterapeuta é presa acusada de deformar pelo menos sete pessoas após procedimentos estéticos

Publicado em 21/09/2026, às 14h49
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Uma fisioterapeuta foi presa preventivamente em Goiania, Goiás, após relatos de sete vítimas que teriam sofrido lesões graves por conta de procedimentos estéticos realizados pela profissional.

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Segundo os depoimentos das vítimas, os procedimentos realizados por Magda Oliveira da Silva teriam causado desde lesões até cicatrizes, queimaduras e, em alguns casos, mutilação de estruturas anatômicas.

Busca e apreensão

Segundo a Polícia Civil de Goiás, agentes da 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia e do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 1ª Delegacia Regional de Polícia cumpriram três mandados de busca e apreensão: uma na residência de Magda e dois em consultórios da fisioterapeuta.

Entre as apreensões estão, além de celulares e outros objetos relacionados à investigação, medicamentos com prazo de validade vencido.

Além disso, os policiais constataram ausência de licença sanitária para o funcionamento dos locais.

Vítimas relataram procedimentos estéticos invasivos

Até o momento, policiais conseguiram identificar sete vítimas dos procedimentos estéticos realizados por Magda. Entre os casos, afirma o anúncio feito pela polícia, estão procedimentos nas regiões íntima, facial, glútea e mamária, com relatos de cortes, queimaduras, sangramentos, infecções, necrose, perda de tecido, cicatrizes e outras complicações.

Num dos casos, relata uma vítima, houve retirada de tecido além do autorizado, atingindo o seu clítoris. Em outro relato, um procedimento teria provocado queimaduras graves nas mamas.

Além de fisioterapeuta, Magda Oliveira da Silva possui formação complementar na área de harmonização facial, corporal e íntima. Só que, de acordo com a investigação, durante os procedimentos: “teriam sido realizados cortes, retirada de partes de tecidos e alterações da anatomia das pacientes, além da prescrição ou fornecimento de medicamentos, circunstâncias que teriam extrapolado os limites técnicos e legais da atuação profissional”.

Investigação permanece em andamento

Com a divulgação do caso, a polícia goiana espera que outras pessoas submetidas a procedimentos pela investigada e que eventualmente tenham apresentado complicações sejam identificadas.

A Polícia Civil orienta que possíveis novas vítimas procurem a unidade policial responsável pela investigação para prestar informações e apresentar eventuais documentos, imagens ou outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

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