Frango malpassado: entenda os riscos à saúde e como evitar contaminações

Publicado em 21/04/2026, às 10h00
- O frango cru é uma das principais fontes de contaminação alimentar (Imagem: A. Zhuravleva | Shutterstock)

Redação EdiCase

Apesar de ser uma proteína amplamente consumida no Brasil, o frango exige atenção redobrada no preparo. Diferentemente de outras carnes, o consumo dele cru ou malcozido pode representar riscos significativos à saúde, devido a bactérias responsáveis por infecções que podem variar de leves a graves.

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“O frango cru é uma das principais fontes de contaminação alimentar. Muitas pessoas subestimam esse risco, mas estamos falando de bactérias com potencial de causar infecções importantes, especialmente em pessoas mais vulneráveis”, alerta o nutrólogo Felipe Gazoni.

Abaixo, conheça os principais riscos do consumo de frango malpassado!

1. Infecção por salmonelose

Causada pela bactéria Salmonella, a infecção pode provocar diarreia intensa, febre, vômitos e desidratação. Em casos mais graves, pode levar à hospitalização.

2. Contaminação por campilobacteriose

Uma das causas mais comuns de gastroenterite no mundo, associada à bactéria Campylobacter, presente em carnes de frango cruas ou malcozidas.

3. Risco de intoxicação alimentar grave

A ingestão de carne contaminada pode desencadear quadros agudos com sintomas como náuseas, dor abdominal e febre, especialmente perigosos para crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa.

4. Contaminação cruzada

Além dos riscos, o preparo inadequado também contribui para a contaminação cruzada, quando utensílios ou superfícies entram em contato com o frango cru e contaminam outros alimentos.

Lavar as mãos após manipular frango cru é uma das medidas mais simples e eficazes para evitar a contaminação cruzada na cozinha (Imagem: Zamrznuti tonovi | Shutterstock)

Cuidados essenciais no preparo do frango

A boa notícia é que a maioria dos riscos associados ao frango malpassado pode ser evitada com medidas simples e acessíveis na cozinha. Veja:

1. Cozinhar completamente o frango

A carne deve atingir temperatura interna mínima de 74 °C, garantindo a eliminação de microrganismos.

2. Evitar contaminação cruzada

Não utilizar os mesmos utensílios (facas, tábuas) para alimentos crus e prontos sem higienização adequada.

3. Higienizar mãos e superfícies

Lavar bem as mãos após manipular o frango cru e desinfetar superfícies reduz significativamente o risco de contaminação.

Felipe Gazoni reforça que a prevenção começa na cozinha. “Não é apenas uma questão de sabor ou textura, é uma questão de segurança. O cozimento adequado elimina a maior parte dos riscos e é uma medida simples que protege a saúde de toda a família”, conclui o especialista.

Por Adriana Quintairos

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