TNH1 com Ascom MPAL
As investigações que desencadearam a Operação Babet, nesta terça-feira (18), em Alagoas e Pernambuco, indicaram que a atuação da organização criminosa pode não ter ocorrido de forma isolada. Dois dos investigados que tiveram a prisão decretada já teriam sido recentemente envolvidos, em Pernambuco, em inquérito relacionado à suposta prática de crimes semelhantes, de fraudes em concursos públicos. Três foram presos nesta manhã.
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A ação dos Ministérios Públicos dos Estados de Alagoas (MPAL) e Pernambuco (MPPE) busca combater o grupo especializado em burlar certames para garantir vantagens indevidas.
Além dos três mandados de prisão, oito ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridos em municípios dos dois estados. Uma prisão aconteceu em Rio Largo e as outras em Camaragibe e Igaraçú, municípios de Pernambuco.
A investigação
As apurações apontam que os envolvidos teriam se utilizado, de maneira reiterada, de diferentes estratégias e mecanismos para fraudar os concursos, com o propósito de interferir na lisura dos certames e favorecer determinados candidatos.
Entre os concursos sob apuração está o destinado ao provimento de cargos da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, município alagoano. Os Ministérios Públicos buscam esclarecer de que forma a organização teria atuado, identificar todos os envolvidos e reunir elementos que permitam dimensionar a extensão das fraudes.
Durante as buscas, dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse investigativo foram apreendidos. O conteúdo será submetido à análise técnica, e os investigados presos passarão pela oitiva do MPAL, com apoio especializado do Núcleo de Gestão da Informação.
“A análise do material apreendido deverá contribuir para a identificação e sistematização de novas provas, além do aprofundamento das informações já reunidas no curso da investigação. A expectativa é de que os dados e os depoimentos também possam revelar outras conexões entre os investigados e esclarecer a dinâmica utilizada pela organização para a prática das fraudes”, explicou o promotor de Justiça Kleber Valadares.
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