Três investigados por fraude em concursos públicos são presos em operação em AL e PE

Publicado em 18/08/2026, às 07h15
Divulgação/MPAL
Divulgação/MPAL

Por TNH1 com Ascom MPAL

A operação 'Babet', realizada pelos Ministérios Públicos de Alagoas e Pernambuco, visa desmantelar uma organização criminosa que frauda concursos públicos, resultando na prisão de três pessoas e na apreensão de materiais investigativos em ambos os estados.

As investigações revelam que os envolvidos manipulavam certames, como o da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, para beneficiar candidatos específicos, comprometendo a integridade dos processos seletivos.

Os promotores estão analisando os materiais apreendidos para identificar conexões entre os investigados e aprofundar as investigações, com o objetivo de garantir a lisura dos concursos e a igualdade de condições para todos os candidatos.

Resumo gerado por IA

Uma organização criminosa especializada em fraude em concursos públicos para garantir vantagens indevidas foi alvo da operação "Babet", deflagrada nesta terça-feira (18), pelos Ministérios Públicos dos Estados de Alagoas (MPAL) e Pernambuco (MPPE). Três pessoas foram presas.

A ação mira um grupo investigado por atuar de forma integrada na manipulação de certames. Ao todo, três mandados de prisão e oito de busca e apreensão foram cumpridos em municípios dos dois estados. Uma prisão foi realizada na cidade alagoana de Rio Largo e as outras em Camaragibe e Igaraçú, municípios de Pernambuco.

As apurações apontam que os envolvidos teriam se utilizado, de maneira reiterada, de diferentes estratégias e mecanismos para fraudar os concursos, com o propósito de interferir na lisura dos certames e favorecer determinados candidatos.

Entre os concursos sob apuração está o destinado ao provimento de cargos da Guarda Civil Municipal de Rio Largo, município alagoano. Os Ministérios Públicos buscam esclarecer de que forma a organização teria atuado, identificar todos os envolvidos e reunir elementos que permitam dimensionar a extensão das fraudes.

Durante as buscas, dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais de interesse investigativo foram apreendidos. O conteúdo será submetido à análise técnica, e os investigados presos passarão pela oitiva do MPAL, com apoio especializado do Núcleo de Gestão da Informação.

“A análise do material apreendido deverá contribuir para a identificação e sistematização de novas provas, além do aprofundamento das informações já reunidas no curso da investigação. A expectativa é de que os dados e os depoimentos também possam revelar outras conexões entre os investigados e esclarecer a dinâmica utilizada pela organização para a prática das fraudes”, explicou o promotor de Justiça Kleber Valadares.

Veja vídeo:

Operação Babet

A operação é resultado de um trabalho integrado entre os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) do MPAL e MPPE, a 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo e a promotoria de Justiça designada para atuar no caso. 

Em Rio Largo, parte das medidas foi cumprida pelos promotores de Justiça Louise Teixeira, que exerce suas atribuições naquela cidade, e Kleber Valadares, indicado para trabalhar diretamente nas diligências realizadas no mesmo município.

Já em Pernambuco, os demais mandados foram cumpridos pelos promotores de Justiça Napoleão Amaral, coordenador do Gaeco/MPAL, Hamílton Carneiro e Jorge Bezerra, integrantes do mesmo Gaeco, e por promotores do Gaeco de Pernambuco.

“Esse trabalho conjunto foi fundamental para o cumprimento das medidas cautelares em cidades alagoanas e pernambucanas e para o avanço das investigações sobre a estrutura criminosa”, explicou Napoleão Amaral.

Defesa da lisura dos concursos públicos

A atuação do MPAL e do MPPE busca não apenas identificar e responsabilizar os integrantes da organização criminosa, mas também preservar a credibilidade dos concursos públicos e garantir igualdade de condições entre os candidatos, uma vez que fraudes dessa natureza comprometem a legitimidade dos certames e prejudicam diretamente aqueles que participam das seleções de forma regular.

A operação também demonstra a importância da cooperação entre Ministérios Públicos de diferentes estados no enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente quando os investigados utilizam uma estrutura que ultrapassa os limites territoriais de uma única unidade da Federação.

Nome da operação

O nome da operação, BABET, faz referência a um personagem da obra Os Miseráveis, de Victor Hugo. Na narrativa, Babet é apresentado como um indivíduo que utiliza fraude, disfarce e manipulação para assumir diferentes papéis e ludibriar terceiros. A referência foi escolhida em razão das características atribuídas, em tese, à atuação dos investigados.

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