Frio intenso aumenta riscos à saúde dos idosos e exige cuidados redobrados

Publicado em 30/07/2026, às 13h00
- Cuidados simples ajudam a manter a saúde dos idosos nos dias frios (Imagem: Goksi | Shutterstock)

Redação EdiCase

Os cuidados com a saúde dos idosos são importantes durante todo o ano, mas ganham ainda mais relevância no inverno. Isso porque, com a queda das temperaturas, o organismo passa a ter mais dificuldade para manter o equilíbrio térmico, aumentando a vulnerabilidade a doenças.

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Segundo Alexandre Pimenta, médico e responsável técnico nacional do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, o envelhecimento provoca alterações fisiológicas que reduzem a capacidade de adaptação às baixas temperaturas.

“O idoso produz menos calor corporal, apresenta diminuição da massa muscular, menor quantidade de gordura subcutânea e uma resposta mais lenta dos mecanismos responsáveis pela regulação da temperatura. Além disso, a sensação de frio pode ser menos intensa, fazendo com que muitos deles não percebam rapidamente que estão expostos a temperaturas inadequadas”, explica.

Como consequência, o inverno aumenta o risco de hipotermia, infecções respiratórias e descompensação de doenças já existentes. O médico afirma ainda que, durante o frio, ocorre vasoconstrição, o estreitamento dos vasos sanguíneos, “o que pode elevar a pressão arterial e aumentar a sobrecarga sobre o coração, especialmente em pessoas com doenças cardiovasculares”.

Doenças que se agravam com o frio

Durante o inverno, observa-se um aumento das internações por doenças respiratórias e cardiovasculares entre os idosos. Segundo Alexandre Pimenta, entre as principais condições que tendem a se agravar, estão:

Também é comum, nesse período, o aumento das dores articulares e musculares em pacientes com artrose e doenças reumatológicas.

Sinais que exigem avaliação médica imediata

Alguns sinais merecem atenção imediata da família e dos cuidadores, pois podem indicar que o idoso está sofrendo os efeitos do frio. Entre eles, destacam-se:

O médico alerta que, nos idosos, uma infecção grave nem sempre provoca febre alta. “Muitas vezes, o primeiro sinal é apenas mudança de comportamento, sonolência, perda do apetite ou confusão mental. Esses sintomas nunca devem ser considerados ‘normais da idade'”, afirma.

Manter uma rotina ativa e compatível com a condição clínica é uma das formas de proteger o corpo durante a estação (Imagem: Lordn | Shutterstock)

Cuidados para proteger o corpo nos dias mais frios

Grande parte das complicações pode ser evitada com medidas de prevenção. As principais recomendações de Alexandre Pimenta são:

Doenças crônicas pedem atenção redobrada

Pessoas com hipertensão, diabetes e problemas cardíacos ou respiratórios apresentam maior risco de complicações durante o inverno. “Pacientes hipertensos podem apresentar aumento da pressão arterial devido à vasoconstrição causada pelo frio. Pessoas com insuficiência cardíaca ou doença coronariana também podem sofrer maior sobrecarga cardiovascular”, explica Alexandre Pimenta.

Nos pacientes diabéticos, infecções respiratórias podem provocar descontrole glicêmico, aumentando o risco de complicações. Já aqueles com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma ou outras doenças pulmonares costumam apresentar maior frequência de crises e necessidade de atendimento de urgência. Para esse grupo, as principais orientações incluem:

“A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir internações e preservar a qualidade de vida dos idosos durante o inverno”, diz o médico. Segundo ele, além do desconforto, o frio pode desencadear complicações importantes em pessoas mais vulneráveis, como os idosos. “Com vacinação em dia, acompanhamento médico regular, controle adequado das doenças crônicas e medidas simples de proteção, é possível atravessar o inverno com muito mais segurança. Cuidar da saúde do idoso é investir em qualidade de vida, autonomia e prevenção”, conclui.

Por Nayara Campos

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