Gangue da Ostentação: irmãos são presos com cartão de crédito falso de empresário

Publicado em 23/05/2016, às 11h32

Redação

Um cartão bancário com função de crédito e débito, sem limite de gastos, em nome do presidente de um grupo empresarial de nível internacional sendo usado por dois alagoanos levou a polícia a prender novos integrantes da "Gangue da Ostentação".

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A organização criminosa é chamada assim porque usava o dinheiro apurado nos crimes para comprar roupas de marca, joias, pulseiras e bebidas caras, além de relógios que chegavam a custar R$ 40 mil.

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Alagoas, os irmãos José Havelange Nogueira, de 42 anos, e Aderval Nogueira, 44, presos na sexta-feira (20), em flagrante, requisitaram e conseguirem o cartão, para utilizar em compras diversas.

O grupo criminoso, do qual fazem parte, segundo a polícia, é envolvido em vários crimes, inclusive sequestros e roubos a residências e casas comerciais em Maceió.

Dados obtidos no lixo de agências bancárias

Um dos crimes do grupo que chamou a atenção da polícia era realizado da seguinte forma: os integrantes do grupo apanhavam lixo em agências bancárias e repartições públicas, pegavam recibos de operações e transações bancárias e colhiam todos os dados da vítima.

Em seguida, ligavam para operadoras de cartões de crédito, faziam compras em nome das vítimas e a mercadoria chegava aos endereços dos acusados. O bando também buscava informações no Diário Oficial.

Na época, as vítimas desse golpe foram funcionários públicos de salários altos, inclusive juízes, promotores e procuradores.

A prisão

Os dois irmãos foram presos após um trabalho de investigação realizado pelos policiais do Núcleo de Inteligência, coordenados pelo delegado Vinícius Martins Ferrari, da Seção de Roubo a Bancos, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic).

Na casa dos acusados, a polícia apreendeu geladeira, máquina de lavar, fogão e dois celulares.

Em novembro do ano passado, a Polícia Civil prendeu o jovem Williams Adalberton Ursulino, 21 anos, acusado de liderar a quadrilha. Ela havia fugido para São Paulo, mas retornou para a capital alagoana porque adoeceu e queria receber os cuidados da mãe, quando acabou preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital.

O delegado Vinícius Ferrari explicou, na ocasião, que a quadrilha vinha sendo investigada desde maio de 2014, quando Williams, com outros dois comparsas – Jonathan Lopes Rodrigues, 28 anos, e um menor de 16 anos, praticou sequestro relâmpago contra um médico e roubou os seus cartões e as senhas, além de seu automóvel – um Pajero Dakar, que foi abandonado depois no bairro Santa Lúcia.

A partir desse crime, a polícia descobriu que o grupo estava envolvido em muitos crimes, inclusive roubo de carros, receptação, roubo de celulares e fraude de cartões de crédito.

Os demais integrantes da quadrilha foram identificados como: Jonathan Lopes Rodrigues, o “John”, que está foragido e seria outro líder; Felipe da Silva Rodrigues, o “Felipinho”, irmão de criação de Jonathan; Márcio Adalberon Ursolino (irmão de Williams); John Lennon, irmão de Jonathan, assassinado com mais de 20 tiros em Flexeiras; Alisson Micael da Silva Santos; José Bruno da Silva Vasconcelos, o “Bruninho”, que está preso; Bruno “Gordinho” e Wilker – também presos.

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